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Dyogo Oliveira não tem intenção de deixar o Planejamento, diz fonte

28 mar 2018
17h21
atualizado às 18h51
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O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, não tem intenção de deixar o comando da pasta, disse à Reuters uma fonte com conhecimento direto do assunto, em meio às negociações para a reorganização ministerial na Esplanada.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, durante seminário sobre a privatização da Eletrobras em Brasília
27/03/2018
REUTERS/Ueslei Marcelino
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, durante seminário sobre a privatização da Eletrobras em Brasília 27/03/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Falando em condição de anonimato, a mesma fonte afirmou que o ministro só irá trocar o cargo pela presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se o presidente Michel Temer quiser, já que a vontade pessoal de Oliveira é permanecer no ministério.

O atual presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, deixa o banco nesta semana para tratar da sua pré-candidatura à presidência da República.

Nesta quarta-feira, ele afirmou que o conselho de administração estabelecerá quem ocupará o posto e que o cargo está à disposição de Temer.

Segundo a fonte ouvida pela Reuters, o presidente do conselho de administração do BNDES e secretário-executivo do Planejamento, Esteves Colnago, vai indicar interinamente Ricardo Ramos para a presidência do banco.

Ramos é hoje diretor das áreas de Acompanhamento do Mercado de Capitais, Desestatização, Investimento no Mercado de Capitais e Operações Indiretas. Seu nome deverá ser submetido na quinta-feira para aprovação do conselho em reunião extraordinária, disse a fonte.

TROCA-TROCA

A saída de Oliveira para o BNDES vinha sendo ventilada como uma das opções de Temer no troca-troca que promoverá no alto escalão da Esplanada diante da perspectiva de vários titulares deixarem seus postos para participarem das eleições deste ano.

Após anunciar sua filiação ao MDB, de Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deverá deixar o cargo na próxima semana para tentar ser o nome do partido na corrida presidencial. Em conversas reservadas, Meirelles já indicou que gostaria que seu sucessor fosse o secretário-executivo da Fazenda, Eduardo Guardia, ou o secretário de Acompanhamento Fiscal, Mansueto de Almeida.

Mas o líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (MDB-RR), chegou a trabalhar nos bastidores para que Oliveira ocupasse esse buraco. A opção, contudo, esbarrou em resistência de Meirelles e de seus secretários, com boa parte deles só mostrando disposição de ficar se o novo chefe do pasta fosse alguém do atual time.

Jucá foi ministro do Planejamento de Temer e se licenciou da cadeira em 2016 após escândalo de gravações no âmbito da Lava Jato. Mesmo assim, seguiu exercendo forte influência na pasta.

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