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Dólar ronda estabilidade ante o real com expectativa por discurso de Bolsonaro em Davos

22 jan 2019
10h18
atualizado às 12h03
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O dólar rondava a estabilidade ante o real no pregão desta terça-feira, em meio a expectativas para o discurso do presidente Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro
10/09/2015
REUTERS/Ricardo Moraes
Notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

Às 12:01, o dólar avançava 0,01 por cento, a 3,7590 reais na venda, após terminar a sessão anterior em alta de 0,07 por cento, a 3,7587 reais. O dólar futuro operava com ganho de cerca de 0,1 por cento.

O pregão desta terça-feira é marcado pela expectativa em torno do discurso de Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. É a estreia internacional do presidente.

Ele deve usar a sua fala, prevista para 12h30 (no horário de Brasília), para promover a agenda econômica, citando reformas e privatizações e defendendo que o Brasil "mudou".

O mercado também tem em seu radar as reuniões marcadas entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e outras autoridades econômicas mundiais.

"A tendência é que Bolsonaro aborde a necessidade de o país retomar as relações comerciais 'sem viés ideológico'. Já a agenda de Paulo Guedes tem como prioridade atrair novos negócios e investidores", disse a corretora Coinvalores em boletim.

Investidores também continuam no aguardo por novidades e detalhes mais específicos sobre a reforma da Previdência, que deve ser apenas superficialmente citada pela comitiva do governo em Davos.

"Detalhes acerca do texto da reforma da Previdência devem - como já indicado - ficar de lado, deixando o mercado ainda mais ansioso e 'segurando' as compras de Brasil enquanto o tão esperado encaminhamento do texto ao Congresso não ocorre", afirmou a corretora H.Commcor em nota.

"Isso, é claro, considerando que seja um texto com impacto fiscal ao mínimo razoável, não necessariamente 1 trilhão de reais (em 10 anos) mas também não muito abaixo dos 700 bilhões de reais", acrescentou a H.Commcor.

No cenário externo, investidores observam com cautela uma desaceleração no crescimento da economia global após notícias do FMI e da China na segunda-feira.

O Fundo Monetário Internacional cortou suas previsões de crescimento global para 2019 e 2020, citando fraqueza na Europa e em alguns mercados emergentes, além de tensões comerciais.

Também a China informou que registrou em 2018 a taxa de crescimento mais lenta em 28 anos, o que coloca Pequim sob pressão para atuar com novas medidas de estímulo.

No exterior, o dólar se mantinha próximo de uma máxima de três semanas contra uma cesta de moedas nesta terça-feira.

O Banco Central vendeu nesta sessão 13,4 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 10,05 bilhões de dólares do total de 13,398 bilhões de dólares que vencem em fevereiro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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