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Dólar tem leves oscilações ante real com fluxo de saída

16 abr 2018
12h11
atualizado às 12h22
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O dólar passou a registrar leves oscilações frente ao real nesta segunda-feira, após ser negociado em baixa num movimento de correção, com fluxo de saída de recursos e em meio à percepção de que não deve haver escalada militar na Síria após ataque dos Estados Unidos, França e Reino Unido no final de semana.

Às 12:07, o dólar avançava 0,14 por cento, a 3,4310 reais na venda, depois de ter tocado mais cedo a mínima de 3,4060 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,25 por cento.

"A operação militar dos EUA (e seus aliados) na Síria, até este momento, mostrou-se um ataque pontual e preciso", afirmou mais cedo um gestor de investimentos de uma corretora nacional.

Forças dos Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram ataques aéreos contra a Síria no início do sábado (horário local), em resposta a um ataque com gás venenoso que matou dezenas de pessoas na semana passada, na maior intervenção de potências ocidentais contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Com a retórica de que não haveria mais ataques e sem respostas mais contundentes da Rússia, aliada do governo sírio, os mercados internacionais operavam com relativa calma nesta sessão, apostando que não haverá escalada militar na região.

No exterior, o dólar recuava ante a cesta de moedas com investidores respirando um pouco mais aliviados após os ataques. Ante divisas de países emergentes, o dólar rondava a estabilidade.

Nas duas semanas passadas, o dólar acumulou alta 3,82 por cento ante o real, influenciado pelos temores com a cena política local e as eleições no final de ano, além de eventual guerra comercial entre Estados Unidos e China. Esses ganhos acabaram gerando movimento de correção nesta manhã, que acabou perdendo fôlego com saída de recursos dos mercados locais.

Internamente, os investidores também seguiam de olho na cena política, a poucos meses das eleições presidenciais que ainda se mostram bastante incertas. Neste fim de semana, pesquisa Datafolha mostrou que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguia na liderança da corrida eleitoral, uma semana depois de ter sido preso no âmbito da operação Lava Jato.

Com Lula como candidato, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) seguia isolado em segundo lugar. Mas sem o petista, a ex-senadora Marina Silva (Rede) cresceu e encostou no deputado, configurando empate técnico. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) também cresceu sem o petista no páreo, passando de 5 para 9 por cento.

Entre outros pré-candidatos, o Datafolha mostrou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) com 6 por cento das intenções de voto quando Lula aparece como candidato, e até 8 por cento sem Lula.

"Ainda é cedo, mas a priori não foi uma pesquisa animadora", trouxe a corretora H.Commcor em relatório.

O mercado considera Lula um candidato menos comprometido com o ajuste fiscal e alguém com posições parecidas também não agrada.

O Banco Central vendeu todo o lote de 3,4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 1,020 bilhão de dólares do total de 2,565 bilhões de dólares que vencem em maio.

Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.

(Edição de Patrícia Duarte)

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