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Dólar sobe e vai a R$ 3,77 com exterior e cautela antes do feriado em SP

24 jan 2019
18h40
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O dólar teve um dia volátil no mercado nesta quinta-feira, 24. O movimento refletiu o aumento de posições defensivas por conta do feriado em São Paulo nesta sexta-feira, 25, que fecha a B3 e o mercado futuro, muito mais líquido e que determina os preços no segmento à vista. A moeda americana também se fortaleceu no exterior, sobretudo por conta da forte queda do euro após o Banco Central Europeu (BCE) alertar de riscos negativos para o crescimento da região. O dólar à vista fechou em alta de 0,23%, a R$ 3,7709. O dólar para fevereiro subiu 0,15%, cotado em R$ 3,7730.

Na máxima, o dólar chegou a bater em R$ 3,79, enquanto na mínima caiu a R$ 3,73. Operadores ressaltam que houve antecipações de negócios, pois o mercado em São Paulo estará fechado nesta sexta-feira e só haverá o segmento à vista, inclusive com definição do referencial Ptax do dia. Com isso, o volume negociado no mercado futuro subiu para US$ 19,6 bilhões, um dos maiores dos últimos dias. No segmento à vista, somou US$ 1,4 bilhão.

Para o trader e sócio fundador do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, no Fórum Econômico Mundial em Davos foi positiva e ajudou a fazer o dólar voltar da casa dos R$ 3,80. O ministro reforçou o compromisso em avançar com a reforma da Previdência e nesta quinta disse em entrevista que o texto pode gerar economia fiscal de até R$ 1,3 trilhão, estimativa acima do que vinha sendo comentado recentemente. Com a expectativa em alta pela Previdência, ressalta ele, o principal evento que o mercado vai monitorar nos próximos dias é o fim do recesso no Congresso, com a volta dos parlamentares em 1º de fevereiro.

No exterior, o euro caiu ante o dólar e o DXY, índice que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta de divisas fortes, subiu 0,50%, pressionando as moedas de emergentes. Os estrategistas do Morgan Stanley ressaltam que o BCE, em sua reunião de política monetária desta quinta, resolveu assumir uma postura mais cautelosa, na medida em que os riscos para a atividade da região se moveram para o negativo. O presidente da entidade, Mario Draghi, disse que os dados da zona do euro continuam a vir mais fracos que o esperado.

Os maiores riscos para o real pela frente, na avaliação do banco americano Citi, estão relacionados ao cenário externo, principalmente o apetite dos investidores globais pelos mercados emergentes, e o andamento das reformas do governo Bolsonaro. "Sem surpresas negativas nas duas frentes, nosso modelo de taxa real de câmbio de equilíbrio aponta para a apreciação da moeda em direção a R$ 3,40/R$ 3,50". Os analistas da instituição acreditam na aprovação da reforma, mas com uma versão mais desidratada.

Estadão
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