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Dólar segue exterior, tem 3ª alta seguida e fecha a R$ 3,66

15 mai 2018
17h06
atualizado às 18h02
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O dólar subiu pela terceira sessão consecutiva e chegou a encostar no patamar de R$ 3,70 nesta terça-feira, acompanhando o cenário externo, onde cresceram os temores de que os juros nos Estados Unidos podem subir mais do que o esperado neste ano, o que afetaria o fluxo global de capitais.

Notas de dólar dos Estados Unidos
14/11/2014
REUTERS/Gary Cameron
Notas de dólar dos Estados Unidos 14/11/2014 REUTERS/Gary Cameron
Foto: Reuters

O dólar avançou 0,90%, a R$ 3,6608 na venda, renovando maior patamar de fechamento desde 7 de abril de 2016, quando terminou a R$ 3,6937. Nestes três pregões, a moeda norte-americana ficou 3,22% mais cara ante o real.

Na máxima dessa sessão, o dólar chegou a R$ 3,6943. O dólar futuro tinha valorização de cerca de 1% no final da tarde.

"Se o euro seguir caindo e o dólar avançando ante a cesta de moedas, mantendo-se acima de 93, o dólar seguirá pressionado aqui também. É um movimento global", afirmou o diretor da consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior.

Nesta sessão, o dólar avançava para a máxima desde dezembro ante uma cesta de moedas, acima de 93, após dados robustos da economia norte-americana e que reforçaram as apostas de que o Federal Reserve, banco central do país, vai elevar os juros mais três vezes este ano. Até então, a expectativa era de apenas mais duas altas.

Mais cedo, os juros futuros dos Estados Unidos precificavam 54% de chances de alta dos juros a 2,25-2,50% no final do ano, ou seja, mais três altas além da já feita neste ano. Atualmente, as taxas estão no intervalo de 1,50-1,75%.

Taxas elevadas têm potencial para atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.

As vendas no varejo dos EUA subiram 0,3% em abril, em linha com as projeções, mas os dados de março foram melhorados, mostrando expansão de 0,8%, sobre 0,6% antes.

O dólar também exibia alta firme ante moedas de países emergentes e exportadores de commodities, em dia de avanço do rendimento do Treasury de 10 anos para acima do patamar de 3%.

Internamente, a cautela dos investidores também decorreu da cena política, sobretudo após divulgação da pesquisa eleitoral CNT/MDA na véspera e que indicou a preferência por candidatos que os investidores enxergam como menos comprometidos com ajuste fiscal.

O Banco Central vendeu nesta sessão a oferta total de até 5 mil novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares.

Também vendeu integralmente a oferta de até 4.225 swaps para rolagem do vencimento de junho. Dessa forma, já rolou US$ 353,750 bilhões do total de US$ 5,650 bilhões que vence no próximo mês.

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