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Dólar engata queda de olho em disseminação da Covid-19 e expectativa de estímulo nos EUA

20 out 2020
09h18
atualizado às 10h21
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O dólar operava entre estabilidade e leve queda nesta terça-feira, com os investidores globais dividindo atenções entre a ameaça de lockdowns generalizados nas maiores economias do mundo e sinais de esperança nas negociações de estímulo dos Estados Unidos.

Mulher conta notas de dólares em sua casa em Buenos Aires, Argentina
28/08/2018
REUTERS/Marcos Brindicci
Mulher conta notas de dólares em sua casa em Buenos Aires, Argentina 28/08/2018 REUTERS/Marcos Brindicci
Foto: Reuters

Às 10:16, o dólar recuava 0,40%, a 5,5831 reais na venda, enquanto o principal contrato de dólar futuro caía 0,48%, a 5,585 reais.

Esse movimento estava em linha com o comportamento da moeda norte-americana no exterior, que caía contra uma cesta das principais divisas, enquanto peso mexicano, lira turca e rand sul-africano oscilavam perto da estabilidade.

Nesta manhã, o clima era de otimismo cauteloso entre os operadores, uma vez que a ameaça de uma nova onda de restrições nas principais economias dividia o foco dos holofotes com as expectativas de que um novo pacote fiscal será aprovado nos Estados Unidos antes das eleições presidenciais.

A presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, e o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, disseram na segunda-feira que estreitaram suas diferenças sobre o pacote de ajuda ansiosamente aguardado pelos mercados após uma conversa telefônica de quase uma hora. Pelosi disse esperar ter mais clareza sobre a possibilidade de uma aprovação antes das eleições até o final desta terça.

No entanto, na Europa, a Irlanda anunciou algumas das restrições relacionadas à Covid-19 mais duras do continente na segunda-feira, enquanto Itália, Espanha e Reino Unido também impuseram restrições para limitar a propagação de novos casos de coronavírus, que agora ameaça prejudicar uma recuperação econômica emergente.

"(Um) fato que deve estar no radar brasileiro, embora os números atuais sinalizem queda da incidência de contágio e mortalidade, é o retorno do agravamento da crise do coronavírus, que já assombra as maiores economias do mundo, e que, se por infortúnio vier a ocorrer no Brasil, o encontrará sem recursos, já envolvido numa expressiva crise fiscal", disse em nota Sidnei Moura Nehme, economista e diretor-executivo da NGO Corretora.

Nos últimos meses, a saúde das contas públicas brasileiras tem sido apontada como um importante fator de cautela para os ativos locais, entre outras questões como incertezas econômicas e políticas locais e atrasos nas negociações de estímulo dos EUA. Desde o final de julho, o dólar acumula salto de cerca de 7% contra o real.

"Estamos numa linha tênue em que, se não houver evolução na equação falta de recursos e necessidade de manter os programas assistenciais (do governo), o quadro fiscal que já é altamente preocupante pode induzir postura defensiva mais agressiva por parte dos investidores, e então o preço da moeda americana, ainda que não haja fluxo cambial de saída de recursos do país, (pode) galgar patamar mais elevado", acrescentou Nehme.

Na segunda-feira, a divisa norte-americana spot teve queda de 0,64%, a 5,6055 reais na venda.

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