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Dólar opera perto da estabilidade com mercado à espera de reunião Trump-Xi

28 jun 2019
18h50
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O dólar operou perto da estabilidade em relação a outras moedas principais ao longo desta sexta-feira, 28, enquanto investidores seguem especulando possíveis impactos do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, que acontecerá durante a reunião de cúpula do G20, em Osaka, no Japão.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia levemente, para 107,79 ienes, o euro operava estável, a US$ 1,1373, enquanto a libra avançava a US$ 1,2697, reagindo à divulgação do crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido, no primeiro trimestre, na comparação anual. O bitcoin, por sua vez, subia 14,51%, a US$ 12.229. Sua cotação vem sendo apoiada pela notícia de que o Facebook está desenvolvendo a Libra, uma moeda digital própria, o que é um argumento para a adoção mais disseminada das criptomoedas.

O mercado segue em posição de cautela, com a falta de consenso em relação ao resultado do encontro entre Trump e Xi, no G20. Para analistas do Scotiabank, "é improvável que qualquer reunião entre Trump e Xi e uma possível pausa nas tensões coloquem em curso uma reversão das tarifas existentes". Eles, contudo, acreditam que a Casa Branca continuará relutante em impor tarifas sobre os US$ 300 bilhões restantes em produtos chineses.

De acordo com o banco holandês Rabobank, derrubaram o dólar as expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) esteja à beira de reduzir as taxas básicas de juros dos EUA. A moeda americana, contudo, não tem sido muito pressionada, de acordo com o Rabobank, porque, em primeiro lugar, "outros grandes bancos centrais também estão buscando políticas acomodatícias", o que deve diluir impactos de cortes de juros sobre o dólar.

Além disso, ainda de acordo com o banco, a possível desaceleração do crescimento mundial e incertezas geopolíticas tendem a afastar os investidores de ativos de risco nos mercados emergentes negociados em dólar. O banco estima que o euro perca força ante o dólar no período de 1 a 3 meses, antes de subir para o nível de US$ 1,15 em 12 meses em antecipação aos prováveis cortes nos juros do Fed.

Estadão
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