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Dólar fica estável frente ao real e se mantém perto de R$5,40

13 jun 2024 - 09h18
(atualizado às 09h51)
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O dólar rondava a estabilidade frente ao real nas negociações desta quinta-feira, mantendo-se perto dos 5,40 reais após os fortes ganhos na véspera em razão de preocupações do mercado com o cenário fiscal brasileiro, o que mais do que compensou um maior apetite por risco no exterior.

Às 9h36, o dólar à vista caía 0,05%, a 5,4008 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,14%, a 5,419 reais na venda.

"O governo fracassou em todas as suas tentativas até agora de apresentar um plano crível para a execução do arcabouço fiscal", disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

"Até que nós tenhamos um vetor claro e confiável de que as coisas vão caminhar de volta para um ajuste, vamos continuar tendo essa pressão", acrescentou.

Na quarta-feira, o dólar obteve fortes ganhos ante o real por conta de preocupação dos investidores com a área fiscal, fomentada por uma derrota do governo no início da semana em sua tentativa de compensar a desoneração da folha de pagamentos e uma maior percepção de fraqueza do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dentro do Executivo.

Na terça-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), havia anunciado a decisão de devolver ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva trechos da Medida Provisória do PIS-Cofins que restringiram a compensação de créditos do tributo.

A decisão de Pacheco foi vista como uma derrota para o governo e, em especial, para Haddad, que buscava com a MP cobrir perdas de arrecadação com a manutenção da desoneração da folha. A expectativa era de que a MP fosse gerar aumento de 29 bilhões na arrecadação em 2024.

O mal-estar em torno da situação fiscal brasileira foi reforçado por declarações do presidente Lula no dia seguinte durante evento com investidores no Rio de Janeiro, onde disse que o aumento da arrecadação e a queda na taxa de juros permitirão uma redução do déficit nas contas sem impactar os investimentos.

No pico da sessão anterior, às 10h57, a moeda foi cotada a 5,4303 reais, em alta de 1,32%. O movimento ocorreu a despeito de, no exterior, o dólar recuar diante de um maior otimismo dos investidores com o futuro da taxa de juros do Federal Reserve.

O Departamento do Trabalho dos EUA informou na quarta-feira que seu índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou inalterado em maio, após ter subido 0,3% em abril. Economistas consultados pela Reuters projetavam alta mensal de 0,1%.

Os números foram bem-recebidos pelo mercado, que elevou as apostas de que o Fed fará um corte de juros já em setembro.

O apetite por risco no exterior se enfraquecia nesta manhã, com o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- rondando a estabilidade, a 104,700.

O euro era negociado a 1,08005 dólar, em queda de 0,08% no dia.

Na véspera, o dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,4036 reais na venda, em alta de 0,82%, atingindo o maior valor de fechamento desde 4 de janeiro de 2023.

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