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Dólar fecha estável mesmo com leilão extra do BC para conter alta da moeda no Brasil

Moeda norte-americana fechou estável no País, novamente acima dos R$ 5

2 abr 2024 - 17h18
(atualizado às 17h48)
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O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0589 reais na venda, estável.
O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0589 reais na venda, estável.
Foto: J. F. Diorio / Estadão / Estadão

O anúncio de um leilão extra de swaps do Banco Central chegou a pesar sobre as cotações do dólar nesta terça-feira, mas a moeda norte-americana se recuperou durante a sessão e fechou estável no Brasil, novamente acima dos 5 reais.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0589 reais na venda, estável. Às 17h02, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,08%, a 5,072 reais na venda.

A sessão começou com um movimento firme de baixa do dólar ante o real, com investidores reagindo ao anúncio da véspera de que o BC faria leilão extra de 20.000 contratos de swap cambial tradicional, no valor de 1 bilhão de dólares.

A oferta extra de swaps, cujo efeito é equivalente à venda de dólares no mercado futuro, tinha como objetivo atender a demanda gerada pelo resgate do título NTN-A3, atrelado ao câmbio, previsto para 15 de abril.

Em reação, o dólar à vista marcou a cotação mínima do dia, de 5,0242 reais (-0,68%), já na abertura dos negócios, às 9h.

A NTN-A3 é um título público indexado ao dólar que há anos não é negociado pelo Tesouro Nacional, mas ainda há no mercado brasileiro instituições que detêm o papel em suas carteiras.

Em 15 de abril vencem um total de 18,534 bilhões de reais em NTN-A3s que foram negociadas em 1997. Em valores atuais, os papeis equivalem a cerca de 3,7 bilhões de dólares.

Os detentores das NTN-A3s no Brasil, ao longo dos anos, também carregaram algumas posições vendidas em dólar para cobrir a exposição a estes títulos. Como agora os papéis vão vencer, os detentores precisam encerrar estas posições vendidas -- o que é feito por meio da compra de dólares.

Embora o BC tenha indicado que o leilão de swaps desta terça-feira seria para atender esta demanda pontual, evitando distorções no mercado, alguns profissionais ponderaram que a instituição pode ter usado o momento para conter uma alta maior do dólar.

Apesar disso, durante a manhã o dólar foi recuperando força ante o real, ainda que no exterior o viés para a divisa dos EUA fosse negativo. No leilão, ocorrido entre 12h30 e 12h40, o BC vendeu todos os 20.000 contratos de swap ofertados.

Operador ouvido pela Reuters ponderou que, passado o efeito inicial do leilão de swaps, a alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior -- em meio à visão de que o corte de juros nos EUA ficará para mais tarde -- voltou a dar certo suporte ao dólar.

Às 14h39 -- já após o leilão de swaps - o dólar à vista marcou a máxima de 5,0629 reais (+0,08%).

Às 17h14, o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,21%, a 104,780.

Pela manhã, o BC vendeu, em operação regular, todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem dos vencimentos de junho.

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