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Dólar fecha em queda ante real, mas investidor monitora Bolsonaro e Guedes

15 abr 2019
17h12
atualizado às 17h51
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O dólar fechou em queda ante o real nesta segunda-feira, com investidores ajustando posições depois de a moeda subir por duas sessões consecutivas, na esteira de declarações consideradas mais amistosas do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a reforma da Previdência.

REUTERS/Pilar Olivares
REUTERS/Pilar Olivares
Foto: Reuters

Investidores se mostraram atentos ainda à reunião entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, no primeiro encontro após a interferência do presidente na decisão da Petrobras de voltar atrás na alta do diesel.

O dólar à vista caiu 0,52 por cento, a 3,8688 reais na venda. O real teve o segundo melhor desempenho entre os principais pares do dólar, atrás apenas do peso argentino.

A moeda norte-americano havia subido 0,83 por cento na sexta-feira e 0,86 por cento na quinta, repercutindo falta de sinais de melhora na articulação política a favor da reforma previdenciária e também notícias sobre a interferência do governo na definição dos preços do diesel pela Petrobras.

Na B3, a referência do dólar futuro cedia 0,40 por cento, a 3,8695 reais.

Nesta segunda-feira, declarações de Maia em evento em São Paulo serviram para acalmar receios sobre eventual falta de empenho do presidente da Câmara no que tange à mudança das regras de aposentadoria.

Maia disse que a PEC da reforma da Previdência deverá ser aprovada na Casa ainda no primeiro semestre deste ano e previu que o texto que terá o aval dos parlamentares permitirá uma economia próxima ao desejado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, da ordem de 1 trilhão de reais em 10 anos. O presidente da Câmara disse ainda que acredita que a agenda econômica de Bolsonaro está no caminho certo, apesar de "alguns percalços".

"Na margem, tudo ainda está confuso", disse Rogério Braga, chefe de gestão de fundos multimercados da Quantitas. Ele destacou a atenção do mercado à reunião entre Bolsonaro e Guedes, depois de o ministro afirmar nos Estados Unidos que a interferência do governo nos preços do diesel não era "muito razoável".

Em março, Guedes chegou a dizer que não tinha "apego ao cargo", depois de defender que os parlamentares aprovarem a reforma da Previdência.

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