1 evento ao vivo

Dólar fecha em alta de 0,89% com especulações sobre cenário eleitoral

7 ago 2018
18h32
  • separator
  • comentários

Uma onda de boatos sobre a corrida eleitoral provocou uma súbita virada no mercado brasileiro de câmbio na tarde desta terça-feira, 7. O dólar, que vinha operando em baixa desde cedo, sob influência do cenário externo, passou a subir ante o real e assim ficou até o final do dia. Especulações em torno de pesquisas eleitorais, supostas delações e até mesmo o debate entre candidatos previsto para esta semana surpreenderam o mercado e o dólar à vista terminou o dia em alta de 0,89%, aos R$ 3,7667.

Pela manhã, a restauração do apetite por risco no mercado internacional levou o dólar "spot" à mínima de R$ 3,7034 (-0,80%). Até aquele momento, prevalecia um alívio das moedas emergentes com a redução dos temores sobre os atritos comerciais entre Estados Unidos e China. A redução do ritmo de queda começou a ser observada após as 14h15 e a virada para o positivo ocorreu às 14h34. Na máxima intraday, registrada já nos minutos finais de negociação, a cotação chegou a R$ 3,7722 (+1,04%).

Entre os diversos rumores que circularam nas mesas de negociação, a maioria esteve relacionada ao candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. Um suposto desempenho negativo do tucano na pesquisa CNT/MDA, a ser divulgada amanhã, foi alvo de especulações, gerando movimento de zeragem de posições no mercado futuro. A pesquisa terá como universo os eleitores do Estado de São Paulo.

Em meio à instabilidade, houve espaço também para comentários sobre a possibilidade de homologação de delações premiadas desfavoráveis a Alckmin, embora não haja movimentação recente nesse sentido. No final da tarde, a defesa do ex-presidente da Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa) Laurence Casagrande Lourenço afirmou ser "absolutamente mentiroso o boato segundo o qual ele estaria pensando em fazer delação premiada". Ele é investigado no âmbito da Operação Pedra no Caminho, que mira fraudes em obras do Rodoanel Trecho Norte.

"Já era sabido que em algum momento as pesquisas eleitorais iriam começar a ser objeto de especulação. E o dólar, apesar de estar sinalizando para um viés de baixa nos últimos dias, mostrou que é sensível a movimentos de alta", disse José Carlos Amado, operador da Spinelli Corretora.

Estadão

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade