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Dólar cai para R$ 4,13 em dia de realização e na expectativa por acordo EUA-China

14 jan 2020
18h58
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Na expectativa pelo encontro amanhã da China e dos Estados Unidos em Washington, para a assinatura do acordo comercial "fase 1" entre as duas maiores economias do mundo, o dólar teve um dia de queda, enquanto no exterior ficou praticamente estável ante divisas fortes e operou misto nos emergentes. Após subir ontem para o maior nível em um mês, a moeda americana teve um dia de realização de lucros e terminou em baixa de 0,27%, a R$ 4,1307.

Operadores relatam que, após reforçar posições contra o real no mercado futuro de câmbio na B3 em US$ 1 bilhão somente ontem, grandes investidores desmontaram parte dessa estratégia hoje. O indicador do setor de serviços divulgado hoje, veio fraco, mas caiu menos que o previsto, e a revisão para cima nas expectativas do governo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acabaram contribuindo para um clima mais otimista hoje no mercado de moedas. "A queda do dólar hoje foi uma correção dos excessos de ontem", disse um gestor.

Apesar da baixa de hoje, analistas não veem muito espaço de melhora do real no curto prazo. Para o gestor acima, o dólar no Brasil vai responder principalmente ao ritmo de crescimento do PIB doméstico este ano. Em sua avaliação, não há motivos para apreciação mais forte da moeda brasileira nas próximas semanas. O acordo com a China, observa, já foi em larga medida precificado nas moedas emergentes, embora ainda faltam detalhes sobre os termos.

O gestor e sócio-diretor da TAG Investimentos, Dan Kawa, também acredita que o dólar permanecerá por algum tempo na faixa que vem sendo negociado, entre R$ 4,00 e R$ 4,20. No cenário internacional, ele observa que os dados divulgados hoje da balança comercial da China mostram alta das exportações e importações, uma sinalização de recuperação da economia mundial. No caso da questão comercial, a retirada de Pequim da classificação de "manipulador de moedas" ontem pelo governo americano é mais "um importante passo" para a assinatura do acordo comercial.

Para os estrategistas do banco americano Citi, a assinatura reduz parte das dúvidas dos investidores, mas a incerteza deve permanecer. A razão é porque a tensão entre China e EUA vai além da questão comercial e os mecanismos do acordo devem manter potenciais sanções na mesa. Na tarde de hoje, a imprensa americana noticiou que as tarifas sobre a China devem permanecer até as eleições, como uma forma de garantir que Pequim cumpra os termos do acordo fase 1.

A analista de moedas do banco alemão Commerzbank, You-Na Park-Heger, faz um paralelo do Brasil com o México neste começo do ano. Enquanto o peso mexicano se aprecia neste começo do ano, o dólar sobe 3% ante o real. "Uma análise do nível de juros pode fornecer uma possível explicação: enquanto os juros no Brasil estão em nível historicamente baixos, em 4,5%, no México estão em 7,25%, apesar dos recentes cortes de juros."

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Estadão
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