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Dólar cai e volta a rondar R$ 3,70 com intervenção do BC

21 mai 2018 - 10h32
(atualizado às 12h12)
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O dólar tinha forte queda nesta segunda-feira e voltava a rondar o patamar de 3,70 reais após o Banco Central reforçar ainda mais a intervenção no mercado de câmbio e avisar que poderia ampliar o movimento, em meio ao cenário externo de pressão no câmbio.

Notas de reais e dólares em foto ilustrativa
10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
Notas de reais e dólares em foto ilustrativa 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

Nos seis pregões anteriores, o dólar subiu e acumulou valorização de 5,44 por cento, chegando próximo do patamar de 3,80 reais.

Às 10:28, o dólar caía 1,07 por cento, a 3,6997 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1 por cento.

"O BC, que foi bastante criticado na semana passada, mostrou as caras para tentar conter a volatilidade do dólar", trouxe a Correparti Corretora em relatório.

Na noite de sexta-feira, após o fechamento dos mercados, o BC reforçou, pela segunda semana consecutiva, a atuação no mercado de câmbio, triplicando a oferta de novos swaps cambiais e frisou que sua atuação no câmbio era separada da política monetária. E acrescentou que reservava o "direito de realizar atuações discricionárias, caso seja necessário".

Na semana passada, o BC vendeu por dia apenas 5 mil novos swaps --equivalentes à venda futura de dólares. Nesta sessão, então, a autoridade monetária já vendeu a oferta total de até 15 mil novos swaps, totalizando 2 bilhões de dólares em novos contratos.

O BC também informou que manteria o leilão diário até 4.225 mil swaps para rolagem do vencimento de junho, no total de 5,650 bilhões de dólares. Se mantiver e vender esse volume até o final do mês, terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês que vem.

"O BC deixou novas ofertas em suspenso, o que faz o mercado acalmar um pouco", comentou o operador de uma corretora local ao ponderar, no entanto, que ainda era cedo para afirmar que a maior atuação terá o efeito desejado.

Desde abril até o pregão passado, a moeda norte-americana já subiu quase 45 centavos, ou pouco mais de 13 por cento frente ao real, em meio à percepção de que os juros nos Estados Unidos podem subir mais intensamente do que o inicialmente previsto.

Taxas elevadas na maior economia do mundo têm potencial de atrair recursos aplicados hoje em outros mercados, como o brasileiro, considerados de maior risco.

No exterior, o dólar subia para a máxima de cinco meses contra uma cesta de moedas nesta sessão, depois que maior alívio de uma guerra comercial entre China e Estados Unidos levou investidores a reduzirem suas posições vendidas --quando apostam na queda da divisa-- em relação ao dólar.

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