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Cautela com reforma da Previdência faz dólar fechar a R$ 3,86

A moeda americana terminou a quarta-feira em alta de 0,45% ante o real; segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, Estados e municípios vão ficar fora de relatório da reforma

12 jun 2019
12h13
atualizado às 18h09
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A cautela em torno da divulgação do parecer sobre a reforma da Previdência, aliada ao ambiente externo adverso, levaram o dólar às máximas e o Ibovespa às mínimas na tarde desta quarta-feira, 12. O dólar encerrou em alta de 0,45%, a R$ 3,8669, e o índice de ações em queda de 0,65%, aos 98.320,88 pontos.

O principal motivo para a piora do humor doméstico foram as declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que o relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) deve ser apresentado sem a abrangência das regras para o funcionalismo público dos Estados e municípios.

"Mas temos até julho para construir acordo para que eles sejam reincluídos", disse Maia, que também afirmou não haver votos para que o relator mantenha em seu texto a capitalização, como previsto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Lá fora, pesou a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor sanções ao gasoduto Nord Stream 2, que liga Rússia e Alemanha, o que levou o euro a bater mínimas à tarde. Com a força generalizada do dólar e o aumento dos estoques da commodity nos Estados Unidos, o petróleo na menor cotação desde janeiro, o que pressionou por aqui as ações da Petrobrás. As ações da estatal caíram 1,47% (ON) e 1,14% (PN).

Em Nova York, o recuo das bolsas foi puxado pelos setores de energia, tecnologia e financeiro.

Estadão
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