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Dólar avança com forte economia americana e de olho em relação EUA-China

14 set 2018
18h38
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O dólar avançou ante rivais nesta sexta-feira, 14, fortalecido após a fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Chicago, Charles Evans, de que a economia do país está forte, também em meio a indicadores da economia dos Estados Unidos, enquanto investidores monitoram as relações sino-americanas.

Próximo ao horário de fechamento das bolsas em Nova York, o dólar recuava para 111,99 ienes, o euro cedia a US$ 1,1634 e a libra registrava queda a US$ 1,3064. Já o índice DXY, que mede a moeda americana contra uma cesta de outras seis divisas fortes, fechou em alta de 0,43%, para 94,927 pontos.

As declarações do dirigente do Fed nesta manhã de que espera a manutenção do processo de elevações de juros nos EUA diante da economia forte impulsionaram a moeda americana, que passou a marcar alta ante o iene e acelerou ante outras fortes. Evans afirmou ainda esperar que "o bom desempenho continue ao longo dos próximos anos".

Outros indicadores macroeconômicos reforçaram a fala do dirigente. Enquanto um relatório do Fed mostrou que a produção industrial do país cresceu 0,4% na passagem de julho para agosto, acima do previsto por analistas (+0,3%), o indicador de julho foi revisado de alta de 0,1% para avanço de 0,4%. Ao mesmo tempo, as vendas no varejo avançaram 0,1% em agosto ante julho, ao passo que o resultado do último mês foi revisado de 0,5% para 0,7%, informou o Departamento do Comércio.

O dólar passou a recuar ante o iene, no entanto, em um movimento de busca por segurança após informações de que o presidente americano, Donald Trump, teria orientado assessores a irem em frente com as tarifas sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas, mesmo com a retomada das tratativas comerciais entre as duas maiores economias do mundo, proposta por Washington.

Em relação ao peso argentino, a moeda dos EUA também recuou. Já após o fechamento em Buenos Aires, vieram à tona informações de que o pagamento de uma parcela de US$ 3 bilhões que o Fundo Monetário Internacional (FMI) desembolsaria à Argentina neste mês sob o programa de resgate original teria sido adiado enquanto o governo renegocia os termos do empréstimo emergencial de US$ 50 bilhões.

Já a decisão do Banco Central da Rússia de elevar a taxa básica de juros de 7,25% para 7,50% e suspender as compras de moeda estrangeira no mercado local, além de apontar que vai avaliar a necessidade de mais altas de juros, deu fôlego à moeda local ante o dólar.

Estadão Conteúdo

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