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Dólar avança ante rivais com expectativas por BCE e menor busca por segurança

11 set 2019
18h29
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O dólar avançou ante rivais nesta quarta-feira, frente a expectativas por uma postura "dovish" por parte do Banco Central Europeu (BCE), nesta quinta-feira, o que pressiona o euro em relação à moeda americana. A menor busca por segurança, reagindo a sinais de amenização das tensões entre Estados Unidos e China, ajudou a fortalecer o dólar ante moedas consideradas mais seguras, como o iene e o franco suíço.

Próximo ao horário de fechamento em Nova York, o dólar subia a 107,82 ienes e a 0,9929 francos suíços, enquanto o euro caía a US$ 1,1012 e a libra recuava a US$ 1,2335. O índice DXY, que mede a variação da moeda americana contra uma cesta de seis rivais, avançou 0,32%, para 98,645 pontos.

O mercado segue de olho na decisão de política monetária do BCE, que deve anunciar, nesta quinta, estímulos monetários para o bloco. Apesar de haver dúvidas quanto à dimensão do pacote a ser oferecido, a aposta majoritária é de postura "dovish", o que segue pressionando o euro em relação ao dólar.

"Os investidores têm grandes expectativas para esta reunião devido à deterioração generalizada da economia da zona do euro e à possibilidade de recessão na Alemanha", diz o BK Asset Management.

Contudo, caso o BCE não apresente medidas tão acomodatícias quanto as esperadas, é possível que o euro recupere, ainda que parcialmente, as perdas dos últimos dias, de acordo com analistas do Western Union.

Já o clima de menor busca por segurança, que responde a uma aparente amenização das tensões entre EUA e China, fortaleceu o dólar ante moedas consideradas mais seguras. O país asiático anunciou isenção de 16 tipos de produtos da primeira rodada de tarifas extras a importações americanas.

A libra operou mais um dia em baixa ante o dólar, com o Parlamento suspenso, enquanto continua o impasse sobre o processo de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit).

Analistas do BBH, em relatório divulgado a clientes, dizem continuar "otimistas com o dólar" devido ao "otimismo em relação à economia dos EUA".

Estadão
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