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Diretora-gerente do FMI diz esperar que reformas fiscais avancem no Brasil

Christine Lagarde também afirmou que recomendação do FMI é reduzir as tensões comerciais entre países

11 out 2018
01h53
atualizado às 02h08
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Bali, Indonésia - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, diz esperar que no Brasil "as reformas fiscais avancem", incluindo a da Previdência Social, pois tais mudanças estruturais são importantes para a sustentabilidade fiscal do País. A resposta veio ao comentar pergunta do Broadcast em entrevista coletiva sobre quais são suas expectativas para o próximo presidente da República, que será eleito no dia 28 de outubro.

"É também relevante a continuidade da política monetária acomodatícia para estimular a economia e que o câmbio continue flutuante para amortecer eventuais choques externos", destacou. Lagarde não fez nenhum avaliação sobre os candidatos ao Palácio do Planalto no segundo turno, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). "Veremos o resultado (das eleições) bem logo."

Diretora também comenta tensões comerciais entre países

Christine também afirmou que a economia mundial "talvez não esteja num nível forte o suficiente", embora apresente um desempenho melhor do que o registrado quando eclodiu a Grande Recessão, há dez anos. "A economia global está melhor do que em 2008, mas não está segura no nível necessário", comentou Lagarde. "Os benefícios do crescimento mundial não estão sendo compartilhados de forma suficiente."

Lagarde pregou o armistício comercial entre países, sem citar diretamente os EUA e a China, nações envolvidas hoje em um grande contencioso. "Nossa recomendação é reduzir as tensões comerciais. É preciso corrigir o sistema de comércio mundial e não paralisá-lo", apontou.

A diretora-gerente do FMI afirmou que sua expectativa é de que não ocorram tensões adicionais envolvendo as transações de mercadorias e serviços entre países. "Espero que não nos movamos para guerras comerciais ou cambiais envolvendo a China."

Na avaliação de Lagarde, a fim de assegurar a estabilidade financeira global é importante "avançar a agenda de regulamentações" deste setor da economia mundial.

Estadão

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