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Veja quanto rende R$ 1 mil em renda fixa com Selic a 13,75%

3 ago 2022 - 18h51
(atualizado em 4/8/2022 às 09h16)
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Foto: Adobe Stock

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou nesta quarta (3) o aumento da taxa básica de juros, a Selic, de 13,25% para 13,75%. O aumento já era esperado pelo mercado. Com a mudança, o rendimento da poupança, que já era menor na comparação com outros ativos de renda fixa, perde ainda mais, com uma diferença maior de 2% ao ano. 

Veja como fica o rendimento do seu dinheiro em diferentes ativos de renda fixa e qual a recomendação de especialistas para escolher onde investir para ter os melhores rendimentos.  

Veja quanto rende R$ 1 mil na poupança e em outros ativos de renda fixa 

Considerando a nova taxa de juros, de 13,75%, quem investir de R$ 1 mil em Tesouro Selic, em um ano terá R$ 1.137,50 antes da cobrança de impostos, e R$ 1.113,40 após impostos. 

Ou seja, rendimento líquido é R$ 24,40 maior do que o da poupança, que ficou em R$ 1,089,00 e é isenta. A poupança também perde para ativos com rendimento de 100% do CDI, que tem rendimento próximo da Selic. 

Já quando comparamos o rendimento entre a taxa de juros anterior, de 13,25%, e a atual, de 13,75%, a diferença é pequena. Veja os dados na tabela abaixo: 

Foto: Reprodução

* Para a poupança, o cálculo é TR + 0,5% ao mês. No caso do Tesouro Selic e do CDI, o cálculo considera o IR 17,5%, referente à alíquota de 1 ano. Cálculos feitos pela Genial Investimentos, a pedido do Dinheiro em Dia/ Terra. 

Onde investir em renda fixa, segundo especialistas

“Com o aumento da taxa básica de juros para 13,75%, o rendimento das modalidades de renda fixa pós-fixadas - aquelas com rendimento atrelado à taxa de juros atual - fica ainda mais alto e ainda mais vantajoso quando comparado à caderneta de poupança”, explicou Luigi Wis, especialista em investimentos da Genial Investimentos. 

Ainda segundo o especialista, a diferença é ainda maior em investimentos de longo prazo: “Mesmo nas modalidades mais seguras e com liquidez diária, como o Tesouro Selic e os CDBs a 100% do CDI, e já descontado o imposto de renda, o rendimento é mais de 2% superior em 1 ano quando comparado à caderneta de poupança. Neste prazo de 1 ano, a alíquota de IR é de 17,5%. Após 2 anos, a alíquota cai para 15%, por isso a vantagem é ainda maior no longo prazo”.

Os ativos mencionados, com liquidez diária, são os indicados para a reserva de emergência e a reserva que pode ser usada em gastos do dia a dia. Já para as reservas de longo prazo, os investidores podem ter rendimentos ainda maiores abrindo mão da liquidez diária. 

Desta forma, a recomendação de Luigi Wis é a seguinte: “Para o prazo de 1 ano de carência é recomendado o investimento em LCI/LCAs, que são isentas de IR e o investidor encontra opções com rendimentos próximos a 95% do CDI, isento. Já para o prazo de 2 ou 3 anos de carência, o mais recomendado é o investimento em CDBs, que apesar de não serem isentos de IR possuem taxas de juros mais elevadas, podendo chegar a 116% do CDI para 2 anos e 125% do CDI para 3 anos –  são as opções de investimento mais rentáveis para quem acredita que a taxa de juros permanecerá em patamares elevados nos próximos anos."

Para o analista de renda fixa na Suno Research, Vinicius Romano, como o aumento já era amplamente esperado pelo mercado, os preços dos títulos de renda fixa já refletem esse possível aumento de 0,5 pontos percentuais na taxa Selic. 

A recomendação do especialista para investimentos em renda fixa é a seguinte: “A recomendação de alocação dentro da renda fixa se mantém na seguinte ordem de preferência: títulos pós-fixados atrelados ao CDI, títulos indexados à inflação (IPCA+) com prazos intermediários e, por fim, títulos prefixados de curto prazo”.

Redação Dinheiro em Dia
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