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Bolsa abaixo de 100 mil pontos é oportunidade para investir

Veja as dicas de especialistas para quem quer aproveitar o momento para começar a investir na bolsa de valores.

21 jun 2022 14h22
| atualizado às 17h30
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Foto: Adobe Stock

A Bovespa tem registrado quedas no mês. Com o fechamento estável no pregão de ontem (20), com o Ibovespa, principal índice da bolsa de São Paulo, em alta de 0,02%, aos 99.852,67 pontos, permanece em patamar abaixo dos 100 mil pontos. Na sexta-feira (17) a cotação chegou ao patamar pela primeira vez desde 04 de novembro de 2020. 

Para especialistas, esse pode ser um momento favorável para quem quer começar a investir. Veja como os economistas avaliam o momento e quais as táticas que indicam para quem quer começar a investir. 

Felipe Paletta, sócio e analista da Monett, diz que sem dúvidas o momento é de oportunidade aos investidores. “Acho que todo mundo gosta de olhar essa métrica do Ibovespa, mensurado pelo múltiplo de preço/lucro (preço sobre lucro). Temos uma média histórica próxima de 11, 12 vezes o múltiplo preço/lucro”. Um preço/lucro de 11, por exemplo, significa que o preço de uma ação, atualmente, representa 11 vezes o lucro que essa ação teve nos últimos 12 meses. 

Paletta explica que, nesse momento as ações na Bovespa são negociadas próximo de 5 vezes o preço/lucro: “O que denota um grande desconto do Índice Bovespa”. 

O economista diz ainda que o comportamento é diferente do observado nos Estados Unidos, por exemplo: “O S&P 500, principal índice norte-americano, está caindo fortemente neste ano, mas ainda negocia na casa de 15, 16 vezes preço/lucro, o que é mais perto da média histórica apresentada lá fora”. 

Para quem quer começar a investir aproveitando a baixa, Felipe Paletta faz o alerta: “A gente sempre diz que o barato pode ficar um pouco mais barato, e temos visto isso no Brasil. A gente é muito contagiado pelo que acontece lá fora. Esse movimento de elevação de juros nos Estados Unidos, nesse momento, acaba contagiando a Bolsa brasileira. Então a gente recomenda sempre fracionar os aportes”. 

O especialista dá um exemplo de fracionamento: “Se um investidor tem R$ 10, R$ 20 mil para investir, não deve investir de uma vez só, tentando acertar o fundo do poço, o que é impossível. A gente indica que você fracione isso em 5 aportes e vá fazendo os aportes no dia a dia. Isso maximiza a chance de tomar uma decisão boa e não comprar em um momento quando pode haver uma queda ainda maior”. 

Além de observar o preço, Paletta explica que outra forma que o investidor tem que avaliar o mercado demanda mais estudo: “Eu acho que o investidor tem que entender pelo menos dois pontos: como está o mercado de forma geral, ou seja, quanto mais temerosos estão os investidores, maior tendem a ser as oportunidades de compra, porque a tendência é que haja uma reversão desse sentimento em algum momento. Por exemplo, se os Estados Unidos ainda vão ter um novo aumento dos juros, em vez de fazer um único aporte pensando no preço que está barato agora, o investidor pode fracionar”. 

Outro ponto importante é entender os dados do setor no qual empresa está inserida e da empresa em particular, segundo o especialista: “Isso é fundamental para que o investidor esteja mais seguro, tenha uma margem de segurança: se ele tomar uma decisão e o mercado piorar de uma forma macro, ele perde menos do que o mercado, e se o mercado ganhar, ele pode ter ganhar mais do que o mercado está ganhando”. 

João Beck, economista e sócio da  BRA, também avalia que o momento é sim indicado para investimento na bolsa, e ressalta que o investimento é indicado o “investidor com o perfil de risco e com o prazo longo necessário para esse tipo de investimento”. Segundo Beck: “Algumas empresas apresentam faturamento e lucros bem acima do período pré-covid e assim mesmo com o preço das ações altamente pressionados”. 

Para quem quer começar a investir, o economista indica começar com fundos de ações: “Eu acho bastante difícil o trabalho de analista de uma ação em bolsa. É necessário acompanhar balanços, fazer estudo de campo, visitar a empresa, conversar com fornecedores, concorrentes e funcionários. Uma alternativa para o investidor ter acesso a essa inteligência é selecionando bons fundos de ações que selecionam as ações com critérios profissionais. Muita gente torce o nariz para o custo dessas estruturas, mas historicamente, mesmo considerando esses custos, os fundos superaram consideravelmente o Ibovespa”, finalizou. 

Redação Dinheiro em Dia
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