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Saques da poupança somam R$ 12,7 bilhões em junho, maior retirada para o mês na série histórica

Retirada no mês passado é mais de cinco vezes maior do que o recorde anterior para o período

4 ago 2022 - 16h02
(atualizado às 16h14)
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Moedas de 1 real 
15/10/2010
REUTERS/Bruno Domingos
Moedas de 1 real 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos
Foto: Reuters

BRASÍLIA - Diante da escalada de preços na economia e do aumento da taxa Selic, os saques da caderneta de poupança somaram R$ 12,662 bilhões em julho, informou nesta quinta-feira, 4, o Banco Central (BC). Essa foi a maior saída de recursos para o mês da série histórica do BC, iniciada em 1995.

A retirada no mês passado é mais de cinco vezes maior do que o recorde anterior para o período, de 2015 (-R$ 2,453 bilhões). Em junho, os saques foram de R$ 3,755 bilhões, enquanto em julho de 2021 o saldo foi positivo em R$ 6,377 bilhões.

Retirada no mês passado é mais de cinco vezes maior do que o recorde anterior para o período Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Até julho deste ano, a poupança tem retirada de recursos, de R$ 63,151 bilhões, volume que supera o ano todo de 2015, o mais negativo da série histórica (-R$ 53,567 bilhões). Em 2022, somente o mês de maio registrou depósitos líquidos, de R$ 3,514 bilhões.

Em junho, foram colocados R$ 290,421 bilhões e retirados R$ 303,084 bilhões na poupança. Considerando o rendimento de R$ 6,263 bilhões, o saldo total da caderneta somou R$ 1,007 trilhão no fim do sétimo mês.

Em 2021, a caderneta de poupança teve o terceiro pior desempenho anual da história, com retiradas líquidas de R$ 35,497 bilhões, após registrar recorde em 2020 (R$ 166,310 bilhões), em meio ao auxílio emergencial e à maior tendência das famílias de guardarem dinheiro no início da pandemia de covid-19.

Atualmente, com a taxa Selic a 13,75% ao ano, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), atualmente em 0,2420% ao mês (2,94% ao ano), mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano). Quando a Selic está abaixo de 8,5%, a atualização é feita com TR mais 70% da taxa básica de juros.

 

    Estadão
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