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Emprego cresce em maio, mas salário fica menor

Apesar de aumento de empregos no saldo do mês e acumulado de 2022, salários seguem tendência de queda.

30 jun 2022 - 05h30
(atualizado às 10h08)
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Foto: Adobe Stock

O emprego em regime CLT no Brasil apresentou crescimento em maio de 2022, registrando saldo de 277.018 postos de trabalho. Esse resultado decorreu de 1.960.960 admissões e de 1.683.942 desligamentos, de acordo com o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). No país, o estado com maior saldo de vagas foi São Paulo, com aumento de 85.659 postos. 

No acumulado do ano de 2022, foi registrado saldo de 1.051.503 empregos, decorrente de 9.693.109 admissões e de 8.641.606 desligamentos (com ajustes até maio de 2022), ainda de acordo com o Novo Caged, do Ministério do Trabalho. 

Emprego intermitente e parcial também cresceram no mês

Em maio deste ano, considerando a modalidade intermitente, houve geração de 5.810 vagas, considerando as 24.094 admissões e 18.284 desligamentos na modalidade no mês. 

Já nas admissões em regime de tempo parcial o saldo foi de 3.279 empregos, com 19.530 admissões e 16.251 desligamentos.

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em maio de 2022 foi de R$ 1.898,02. Comparado ao mês anterior, houve queda real de R$ 18,05 no salário médio de admissão, uma variação em torno de - 0,94%. Já na comparação com o ano passado, a queda é ainda maior. 

O salário real de admissão encolheu 5,65% em relação a maio do ano passado e segue em tendência de queda desde 2020, segundo análise da Terra Investimentos: “A combinação de aumento na contratação concomitante à queda do salário real de admissão sugere que estamos diante de um deslocamento ao longo da curva de demanda por trabalho, ou seja, a queda do preço real do trabalho estimula novas contratações pelas empresas”, avalia João Maurício Lemos Rosal, Economista-Chefe da Terra Investimentos.

Redação Dinheiro em Dia
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