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Demissões trazem risco de perda de talentos para startups

Especialista em treinamentos para empresas alerta para o risco de perda de talentos devido às demissões

1 jul 2022 - 01h00
(atualizado às 11h03)
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Foto: Matthias Zeitler / Pixabay

O segmento de startups criou negócios inovadores e, inclusive, unicórnios, contribuindo para o desenvolvimento do empreendedorismo no País. Mas, o atual cenário econômico global tem impactado diversas startups e fintechs, levando a uma onda de demissões até mesmo nos unicórnios, que decidiram enxugar seus quadros ou congelar vagas.

Além dos cortes feitos pelas empresas, muitos profissionais estão abandonando voluntariamente os seus cargos ou reavaliando sua permanência nas empresas em face da cobrança por metas muito arrojadas, que tem causado inclusive a Síndrome de Burnout, e da falta de ações que ajudem a reter esses talentos.

“Perder esses talentos por conta da contingência de demissões, ou devido a um ambiente pouco favorável à sua retenção, é algo que poderá demandar reavaliações mais adiante”, alerta Jean Patrick, master coach, CEO e founder head coach do Instituto Jean Patrick.

Ele lembra que, mesmo que os melhores talentos estejam fora da linha de cortes, isto não significa que permanecerão na empresa, porque sua permanência está muito mais pautada hoje na qualidade de vida e felicidade no trabalho, do que nas oportunidades existentes ou não no mercado.

“Falamos aqui de colaboradores da geração millenial, que valorizam, acima de tudo, as oportunidades de desenvolvimento, e que são, portanto, um ativo valioso no crescimento da empresa”, afirma.

É preciso cuidar da gestão de pessoas

Por isso, em sua avaliação, tão importante quanto promover as inovações e adequações das startups a esse cenário de desafios é desenvolver um trabalho cuidadoso de gestão de pessoas, entendendo quem são esses colaboradores, o que se pode esperar deles e o que eles esperam da companhia.

Ele observa que os líderes, em geral, usam uma abordagem única para falar com as pessoas, sem considerar as características e o perfil de cada uma delas, e quando os colaboradores se sentem incapazes de atingir as metas, principalmente quando elas são muito agressivas, isso pode desencadear estresse e até mesmo levar ao Burnout, além de provocar pedidos de demissões.

Atuando na orientação tanto de profissionais que buscam um redirecionamento da carreira quanto para gestores e lideranças das empresas, em treinamentos comportamentais, Jean Patrick recomenda a realização de um diagnóstico do perfil comportamental, para embasar as decisões e evitar medidas assoberbadas na gestão de pessoas. Este pode ser o primeiro passo para lidar com o problema. E, a partir daí, pode se criar um plano de ações que impacte positivamente a equipe, fidelizando os talentos que fazem a diferença no negócio.

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