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CSN vê impacto reduzido de tarifas dos EUA, cobra posicionamento do Brasil

14 mar 2018
10h40
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A CSN avalia como irrelevante para a empresa o impacto das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre aço e alumínio, mas acredita que o Brasil precisa se posicionar para enfrentar um eventual crescimento de importações no país pela China.

O presidente-executivo do grupo siderúrgico, Benjamin Steinbruch, afirmou que a companhia exportou para os EUA no ano passado 350 mil toneladas de aço, o que representou 6 por cento da produção da companhia.

"Essas 350 mil toneladas já direcionamos para o mercado interno por causa da recuperação da economia (do Brasil)", disse Steinbruch a analistas do setor e jornalistas nesta terça-feira.

Segundo ele, "o problema é a importação. (O Brasil) importou 1,5 milhão de toneladas de produtos acabados (de aço no ano passado). Esse problema é muito maior que o problema da exportação", disse.

"Por isso o Brasil precisa tomar um posicionamento... Temos antidumping sobre a China, mas não aplicamos (as tarifas), mas com essa questão dos EUA cria-se oportunidade de rever isso", afirmou o presidente da CSN.

Steinbruch afirmou que a CSN tem decisão tomada para dobrar a capacidade de sua usina nos EUA, no Estado de Indiana, para cerca de 800 mil toneladas por ano. O investimento previsto seria de 80 milhões de dólares, mas ao mesmo tempo a companhia também avalia eventual venda do ativo.

"O investimento para dobrar é muito barato", disse Steinbruch. "Mas se eu já ia vender caro, agora tenho que vender mais caro ainda", brincou o presidente da CSN fazendo referência ao momento positivo da indústria dos EUA e valorização dos ativos no país.

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