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Crise hídrica, geadas e pandemia atingem economia brasileira, diz Bolsonaro

Em evento com motociclistas em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, presidente reconheceu que País enfrenta 'enorme crise hidrológica'

31 jul 2021 13h30
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BRASÍLIA - Em meio à escalada da inflação, o presidente Jair Bolsonaro reconheceu neste sábado, 31, que o Brasil enfrenta uma "enorme crise hidrológica". Durante evento com motociclistas na cidade de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, ele também citou os efeitos do frio sobre a produção de alimentos, o que traz impactos para os preços ao consumidor final.

Bolsonaro elencou três problemas que, segundo ele, estão atingindo a economia brasileira atualmente. O primeiro deles é a pandemia, que, na visão de Bolsonaro, "se Deus quiser, logo ela irá embora". Esta declaração destoa da avaliação feita pelo próprio presidente em outubro do ano passado, quando ele havia afirmado que a pandemia "está acabando". Desde então, nove meses se passaram.

Aos apoiadores, Bolsonaro afirmou ainda que a pandemia trouxe "muitos problemas" ao País, "além daqueles que nos deixaram". A alusão foi feita à suposta herança negativa deixada por governos anteriores.

Presidente Jair Bolsonaro discursa a apoiadores no final de motociata em Presidente Prudente (SP) neste sábado, 31.
Presidente Jair Bolsonaro discursa a apoiadores no final de motociata em Presidente Prudente (SP) neste sábado, 31.
Foto: Reprodução/Facebook/Jair Messias Bolsonaro / Estadão

O presidente citou ainda, como segundo problema da economia, a crise hidrológica. "Estamos atravessando enorme crise hidrológica, com falta de chuvas", disse Bolsonaro. "O terceiro problema é a geada, que queimou parte considerável da nossa lavoura", acrescentou.

O avanço nos preços dos alimentos no Brasil, intensificado a partir do segundo semestre de 2020, contribuiu para que o IPCA - o índice oficial de inflação - acumulasse alta de 8,35% nos 12 meses até junho deste ano. No mercado financeiro, as projeções são de que a inflação encerrará 2021 em 6,56%, bem acima da meta de 3,75% perseguida pelo Banco Central.

Com o frio em várias partes do País, a perda da safra é um fator de pressão adicional sobre os alimentos, como mostrou o Estadão. Já a estiagem tem elevado o consumo de energia termoelétrica, o que também eleva o custo ao consumidor final. Apesar de abordar estas questões no discurso deste sábado, Bolsonaro apenas prometeu enfrentar os problemas e "fazer de tudo" para superá-los.

Bolsonaro participou neste sábado de passeio de motocicletas em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Nesta tarde, ele visita um hospital na cidade e se reúne com prefeitos da região.

Estadão
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