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Cooxupé vê colheita de café antecipada em até 15 dias após calor em janeiro

27 fev 2019
15h03
atualizado às 15h54
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A colheita de café na área de atuação da Cooxupé deve se iniciar em torno de 15 dias antes do usual após o forte calor em dezembro e, principalmente, em janeiro adiantar a maturação, afirmou nesta quarta-feira à Reuters o presidente da maior cooperativa do setor no Brasil.

Trabalhadores empacotam café arábica em Alfenas, sul de MG
07/07/2008
REUTERS/Paulo Whitaker
Trabalhadores empacotam café arábica em Alfenas, sul de MG 07/07/2008 REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: Reuters

"A temperatura muito alta em janeiro pode comprometer a produção de 2019. Com esse calor, vai ter de adiantar a colheita, porque o grão amadurece mais rápido", destacou Carlos Paulino da Costa, por telefone.

Geralmente, os cooperados da Cooxupé, cuja sede é em Guaxupé (MG), iniciam a colheita entre maio e junho, a depender da área. Mas neste ano devem começar "10 a 15 dias" antes por causa da maturação adiantada.

A Cooxupé, que trabalha somente com café arábica, atua no Sul de Minas Gerais, Cerrado Mineiro e São Paulo.

Segundo Paulino, a expectativa de uma colheita antecipada não deve afetar o ritmo vendas da cooperativa, em um ano de baixa de produção no Brasil, dada a bienalidade negativa do arábica, principal variedade cultivada no país.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra total de café deste ano pode cair 18 por cento ante o recorde do ano anterior, mas ainda assim ser uma das maiores já registradas.

Nesse cenário, a Cooxupé prevê comercializar um volume de café cerca de 1 milhão de sacas maior em 2019, perto de 6,1 milhões de sacas, graças a estoques remanescentes do ano passado, disse Paulino da Costa.

O volume considera mercado interno, torrefação e exportações --estas estimadas em 4,6 milhões de sacas para 2019, alta de 18 por cento na comparação anual e mais de 10 por cento de tudo o que o Brasil embarca.

Ainda de acordo com ele, a Cooxupé prevê receber de seus cooperados 4,4 milhões de sacas de café neste ano, contra 4,9 milhões em 2018, em um reflexo direto da perspectiva de menor safra.

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