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Cooxupé espera safra de café de alta qualidade, amplia operações de hedge

13 fev 2020
18h52
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A cooperativa de cafeicultores Cooxupé, maior exportadora de café do Brasil, espera que a safra deste ano tenha uma boa quantidade de grãos de alta qualidade devido a condições climáticas, disse o presidente da organização, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, nesta quinta-feira.

Colheita de café arábica em Pangalengan, Indonésia 
09/05/2018
REUTERS/Darren Whiteside
Colheita de café arábica em Pangalengan, Indonésia 09/05/2018 REUTERS/Darren Whiteside
Foto: Reuters

Melo disse que a maioria das regiões produtoras recebeu chuvas acima da média neste ano, fornecendo às árvores umidade suficiente para uma produção de grãos maiores.

O tamanho do grão é um aspecto crítico em relação à qualidade: quanto maior, melhor.

A situação contrasta com o ano passado, quando o Brasil, o maior produtor e exportador do mundo, colheu uma safra de baixa qualidade, de maneira geral, devido a condições climáticas adversas.

Uma menor oferta de grãos com qualidade de exportação foi um fator por trás de alta na bolsa de Nova York no final do ano passado.

"As chuvas não vão aumentar muito o tamanho da safra, porque os frutos foram formados no ano passado, depois da floração, mas melhorariam a qualidade", afirmou Melo.

Os preços do café arábica em Nova York aumentaram 50% no fim de 2019, e devolveram basicamente todos esses ganhos este ano, em um movimento incomum.

Melo disse que os agricultores da Cooxupé aproveitaram a oportunidade para fazer hedge de mais de 40% da safra a ser colhida neste ano e estão sem pressa para vender mais no momento.

"Os agricultores basicamente garantiram seus custos (com vendas antecipadas). Agora eles terão tempo para vender o restante lentamente, ao longo do ano", disse ele.

    O Brasil em 2020 volta ao ano de alta produtividade da safra do arábica. Muitos analistas esperam produção recorde perto de 70 milhões de sacas em 2020.

A Cooxupé não vê isso. Melo disse que o departamento interno da cooperativa coloca projeções ligeiramente abaixo do recorde estabelecido em 2018, quando o país produziu 61,7 milhões de sacas, de acordo com estimativa do governo.

O governo brasileiro vê este ano colheita em 59,6 milhões de sacas.

A produção dos cooperados da Cooxupé deve totalizar 6,8 milhões de sacas neste ano, contra 5,7 milhões de sacas em 2019 e 6,45 milhões em 2018.

O maior volume comparado a 2018 é explicado por aumento do número de associados e expansão dos cafezais.

Questionado se ele viu algum impacto sobre a demanda da China, em função do surto de coronavírus, Melo disse que os negócios estavam bastante normais até o momento.

    Ele acrescentou que preços de referência, como os futuros do arábica em Nova York, podem ter mergulhado por temores sobre o vírus. No entanto, com alguns especuladores possivelmente liquidando posições para buscarem ativos de menor risco.

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