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Congresso aprova repasse de R$ 9,3 bilhões ao Auxílio Brasil

Texto foi aprovado pelos deputados e senadores em sessão conjunta do Congresso; projeto vai à sanção presidencial

11 nov 2021 17h39
| atualizado às 19h22
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O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira, 11, um crédito especial que transfere R$ 9,36 bilhões do atual orçamento do Bolsa Família para o pagamento do Auxílio Brasil. Depois de 18 anos, o Bolsa foi extinto na última segunda-feira, 8. O novo programa social do governo começa a ser pago no dia 17 de novembro.  

O texto foi aprovado pelos deputados e pelos senadores em sessão conjunta do Congresso. O projeto vai à sanção presidencial.

Cartão do Bolsa Família; Congresso autoriza repasse do Bolsa Família para o novo programa de assistência
Cartão do Bolsa Família; Congresso autoriza repasse do Bolsa Família para o novo programa de assistência
Foto: Agência Senado / Estadão

O novo Auxílio Brasil terá um reajuste de 17,84%, com o tíquete médio passando a R$ 217,18. Hoje, o valor médio do Bolsa Família fica em torno de R$ 190. As faixas que determinam o alcance do programa também foram reajustadas. Para ser enquadrada como família em situação de extrema pobreza, a renda familiar por pessoa passou de R$ 89 para R$ 100. Já a faixa de pobreza passou de R$ 178 para R$ 200 por pessoa.

O Congresso também aprovou nesta quinta outro projeto que cria o programa do Auxílio Brasil dentro do Plano Plurianual (PPA) de 2020 a 2023. O programa vai beneficiar 14,6 milhões de famílias. O governo almeja contemplar mais de 17 milhões, mas isso ainda depende da aprovação da PEC dos precatórios.

A proposta altera o cálculo do teto de gastos (a regra que limita o avanço das despesas à inflação) e limita o pagamento de precatórios (dívidas judiciais), abrindo espaço de R$ 91,6 bilhões no Orçamento de 2022. Essa folga é essencial para permitir o pagamento dos R$ 400 prometidos pelo presidente Jair Bolsonaro até o fim do ano que vem, quando o presidente buscará a reeleição, e também ampliar o número de famílias contempladas.

A PEC já foi aprovada na Câmara dos Deputados, mas agora depende do aval do Senado Federal.

Estadão
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