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Companhias que tiveram queda nas ações são alvo de aquisições

Empresas estrearam na Bolsa em meio à euforia e viram o valor de seus papéis despencar

24 out 2021 17h00
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Dois grupos de empresas em diferentes situações podem se tornar alvo de aquisições nos próximos meses. O primeiro é formado por uma fila de dezenas de companhias que ficaram pelo caminho no processo de abertura de capital, frustradas pela volatilidade do mercado. Outro inclui empresas que estrearam na Bolsa, em meio à euforia do mercado, mas viram suas ações despencarem diante da maior aversão ao risco por parte dos investidores.

No varejo, o Grupo Avenida e o e-commerce Privalia são alguns dos exemplos de empresas que já sondam possíveis saídas para capitalização após desistir de suas ofertas inicias de ações (IPO, na sigla em inglês), apurou o Estadão.

"Vemos uma boa oportunidade para aquisições nesses IPOs que ficaram no caminho. Podemos ver tanto operações com investidores estratégicos como com fundos, que podem substituir a estratégia de IPO", disse o responsável para área de fusões e aquisições do Bank of America, Diogo Aragão.

Baque

Segundo o executivo, outro tipo de empresa que se tornou foco de atenção é aquele em que o preço das ações sofreu forte baque desde o IPO, como ocorreu com algumas empresas de tecnologia. "Várias dessas empresas já estavam no radar e optaram pelo voo solo com o IPO. Agora pode ser que algumas cogitem buscar um investidor", disse Aragão.

Os exemplos já começam a aparecer. A holding de comercialização de energia Comerc, que estava em vias de abrir capital e que tinha, a despeito da enorme volatilidade, demanda para concluir sua oferta, conseguiu melhores condições em um M&A - e acabou sendo vendida à Vibra, antiga BR Distribuidora.

Entre as empresas que conseguiram fazer o IPO, mas que acabaram se tornando alvo de aquisição está a do setor de tecnologia Mosaico, dona do site Buscapé, que foi vendida para o banco Pan, do BTG Pactual, transação anunciada no mês passado.

Com as empresas partindo para consolidar seus mercados, o ano já é de recorde quando se trata de fusões e aquisições no Brasil. Este ano já superou o total de transações do ano passado, segundo a consultoria PwC, quando foram registradas um pouco mais de mil operações no Brasil, pelo levantamento. A projeção é de que o ano tenha 1,4 mil transações. Segundo Leonardo Dell'Oso, sócio da PwC, será o maior volume da história.

Estadão
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