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Com fluxo externo, Ibovespa tem 3ª alta seguida e vai a 80 mil pontos

27 set 2018
18h14
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O Índice Bovespa teve nesta quinta-feira, 27, seu terceiro pregão consecutivo de alta, sustentado mais uma vez pela melhora do apetite do investidor estrangeiro por ativos de risco. A cautela com o cenário eleitoral permaneceu como pano de fundo, mas não retraiu as ordens de compra de ações, em um dia de queda expressiva do dólar ante o real. Assim, o principal índice de ações a B3 terminou o dia em alta de 1,71%, aos 80.000,09 pontos, maior pontuação desde 7 de agosto.

Uma conjunção de fatores - internos e externos - foi apontada para justificar o desempenho positivo do Ibovespa. Dos Estados Unidos, boa parte da influência positiva veio do reforço na sinalização de gradualismo na política monetária, feito ontem pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). As bolsas de Nova York operaram com alta firme ao longo de todo o pregão.

Por aqui, a escassez de novidades significativas no cenário eleitoral favoreceu o pregão mais tranquilo. Sem divulgação de pesquisa eleitoral relevante, o único ruído comentado nas mesas de operação foi o episódio envolvendo o general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL). Mourão criticou "jabuticabas" da lei trabalhista brasileira, como o 13º salário, e foi desautorizado por Bolsonaro.

"O mercado está promovendo uma correção de rumo, pois andava muito negativo nos últimos pregões. Ao mesmo tempo em que voltou a considerar mais fortemente a chance de vitória de Bolsonaro na eleição presidencial, também passa a avaliar os acenos ao centro feitos por Fernando Haddad (PT)", disse Guilherme Macêdo, sócio da Vokin Investimentos.

Para Leandro Martins, analista da Modalmais, o risco político influenciou menos as decisões do investidor, que mostra uma disposição em buscar maior resiliência ante essa questão. Na confirmação de um ambiente menos adverso, o Ibovespa poderia buscar em breve os suportes de 82 mil e 86 mil pontos, segundo análise gráfica do profissional.

Na análise por ações, o bloco de papéis do setor financeiro teve influência determinante para o viés positivo. Líderes de liquidez e sensíveis ao risco político, os papéis tiveram ganhos generalizados, com Banco do Brasil ON à frente (+2,85%).

Também contribuiu para a alta do Ibovespa a disparada das ações da Petrobras, de 4,88% (ON) e 6,29% (PN). Os papéis reagiram aos acordos fechados pela estatal para o encerramento das investigações relacionadas à operação Lava Jato com o Departamento de Justiça (DOJ) e a Securities & Exchange Commission (SEC) nos Estados Unidos.

Estadão

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