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Com avanço da covid no mundo, mercados internacionais fecham em queda generalizada

Nesta sexta, o otimismo com o avanço da vacinação contra a covid-19 foi afetado por um salto das infecções em Ásia e Europa, que aumentaram as medidas de restrição

22 jan 2021
07h40
atualizado às 19h00
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Os principais índices do exterior fecharam em queda nesta sexta-feira, 22, atentos ao avanço da covid-19 no mundo. O recente otimismo com o avanço da imunização, deu lugar para a preocupação com um salto nas infeções na Ásia e na Europa, principalmente em regiões onda a doença parecia estar controlada.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu a situação da covid-19 como "muito séria", em meio ao avanço da nova variante do coronavírus. A nova orientação de mobilidade regional prevê quarentenas e exigência de testagem, no caso de países terceiros, antes do embarque para a União Europeia.

Na Alemanha, o número de mortos pela doença ultrapassou os 50 mil, enquanto que no Reino Unido, o primeiro ministro britânico Boris Johnson declarou que a variante do coronavírus que circula pela região não é apenas mais infecciosa, como também mais letal, mas que os imunizantes já em uso no país são eficazes contra essa nova cepa. Já nos Estados Unidos, a vacinação encontra dificuldades, com questionamentos sobre a promessa de Joe Biden de imunizar 100 milhões de pessoas em 100 dias.

No continente asiático, a China vive um novo salto nas infecções, com 103 novos casos nesta sexta, marcando o 11º dia seguido com mais de 100 infecções confirmadas. O país voltou a adotar restrições a viagens com o repique de casos. O governo chinês também está testando milhões de pessoas em Pequim e apelou à população que evite viajar durante o feriado do ano-novo lunar, em fevereiro. Em outras partes da Ásia, a Indonésia vem registrando aumento no número de mortos por covid-19, enquanto os casos avançam na Malásia, na Tailândia e nas Filipinas.

Nesse cenário, o setor aéreo é um dos mais penalizados, com a recomendação de que viagens não essenciais deixem de ser realizadas. Na Europa, Air France-KLM caiu 2,47%, Lufthansa, 2,70%, a IAG, que controla British Airways e Iberia, cedeu 3,41%, Easyjet, 3,30% e Ryanair, 2,65%.

Bolsas de Nova York

O clima foi de queda em Nova York, com os investidores avaliando as perspectivas de estímulo fiscal nos EUA, ante a chance de que o pacote de US$ 1,9 trilhão de Joe Biden seja desidratado para US$ 900 bilhões. O Dow Jones caiu 0,57%, o S&P 500 cedeu 0,30% e o Nasdaq registrou ganho de 0,09%, a 13.543,06 pontos, nova máxima histórica de fechamento. Na semana, os índices acumularam ganhos de 0,59%, 1,94% e 4,19%, respectivamente.

Bolsas da Ásia

No continente asiático, o clima foi negativo. A Bolsa de Tóquio caiu 0,44%, enquanto em Seul, a baixa foi de 0,64%. Hong Kong cedeu 1,60% e Taiwan, 0,83%. As Bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen caíram 0,40% e 0,28% cada.

Na Oceania, a Bolsa australiana seguiu o viés negativo dos mercados asiáticos e caiu 0,34% em Sydney.

Bolsas da Europa

Além do avanço da covid, o dia também foi de indicadores negativos na Europa. Oíndice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, elaborado pela IHS Markit, recuou a 47,5, abaixo da previsão, por conta das medidas de restrição. O quadro no Reino Unido é ainda pior, saindo de 50,4 em dezembro a 40,6 em janeiro, na mínima em oito meses.

O clima também foi de queda generalizada no mercado europeu. O índice pan-europeu Stoxx 600 cedeu 0,57%, enquanto a Bolsa de Londres cedeu 0,30%, Frankfurt caiu 0,24% e Paris teve baixa de 0,56%. Milão, Madri e Lisboa caíram 1,52%, 1,03% e 0,30%.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa hoje, em meio à cautela do mercado com a demanda, devido ao aumento no número de infectados e mortos pela covid e com o endurecimento das restrições. Com isso, os dados sobre estoques divulgados hoje nos Estados Unidos tiveram pouco impacto no mercado, mas a sinalização de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) está cumprindo com o acordado nos cortes da produção limitou as perdas.

Com isso, o WTI para março encerrou o dia em baixa de 0,34%, a US$ 53,13 o barril, mas com alta de 1,34% na semana. Já o Brent para o mesmo mês terminou a sessão com avanço de 0,04%, a US$ 56,10 o barril, em avanço de 1,81% na comparação semanal./ MAIARA SANTIAGO, SERGIO CALDAS E MATHEUS ANDRADE

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Estadão
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