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Com aval de NY, Ibovespa avança em sessão repleta de balanços e Previdência ainda no radar

22 fev 2019
11h48
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O Ibovespa buscava se sustentar no azul nesta sexta-feira, marcada por uma bateria de resultados corporativos, com Natura e Magazine Luiza entre as maiores altas após números fortes no quarto trimestre de 2018, enquanto Hypera era destaque negativo com analistas desapontados com o balanço.

Às 11:44, o Ibovespa subia 0,25 por cento, a 97.175,47 pontos. O volume financeiro somava 3,05 bilhões de reais.

O pregão brasileiro tinha como pano de fundo o viés positivo em Wall Street, onde os principais índices acionários mostravam alta diante de sinais de progresso nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China.

A equipe da XP Investimentos ressalta que os mercados aguardam resultados das negociações, com reunião entre o presidente Donald Trump e o principal negociador comercial da China, o vice-premier Liu He, nesta tarde, em busca de acordo preliminar.

Também continuam no radar desdobramentos relacionados à proposta de reforma da Previdência encaminhada nesta semana ao Congresso Nacional, com ajustes de expectativas para a tramitação da mesma, em particular eventuais mudanças ou 'desidratação' do texto.

"A batalha agora é acertar a articulação política do Executivo, de modo a evitar que a proposta seja excessivamente desfigurada", afirmou a equipe da Brasil Plural em nota a clientes.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) afirmou nesta sexta-feira que o governo ainda não tem os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, mas há um sentimento na Casa favorável à votação da matéria.

DESTAQUES

- NATURA avançava 5,4 por cento após o balanço do quarto trimestre de 2018, com lucro líquido consolidado de 381,7 milhões de reais, alta de 48,7 por cento frente ao mesmo período de 2017, enquanto a receita líquida cresceu 16,1 por cento. Analistas do BTG Pactual consideraram o resultado uma surpresa positiva.

- MAGAZINE LUIZA subia 5,1 por cento, após a rede varejista reportar alta de 14,5 por cento do lucro no quarto trimestre, para 189,6 milhões de reais, apoiada no crescimento forte das vendas e na diluição de despesas operacionais. Analistas do Credit Suisse consideraram o resultado excepcional, embora de modo geral em linha com as suas previsões.

- CSN subia 6 por cento, ainda embalada por perspectivas positivas, após resultado trimestral considerado forte e sinalizações otimistas da companhia sobre preços e redução de endividamento em 2019. No setor, USIMINAS PNA ganhava 1,9 por cento e GERDAU PN tinha elevação de 0,5 por cento.

- B3 avançava 1 por cento, após balanço trimestral e mudança na estimativa de distribuição aos acionistas da faixa de 70 a 80 por cento para a de 120 a 150 por cento do lucro líquido. Para analistas da Brasil Plural, foi um trimestre forte, mas talvez a grande surpresa tenha sido a intenção de aumentar a remuneração a acionistas.

- KROTON valorizava-se 1,8 por cento, tendo de pano de fundo reportagem do jornal Valor Econômico de que a empresa estuda fazer uma cisão da divisão de serviços educacionais da Saber, braço de educação básica da companhia, e abrir o capital desse negócio na Nasdaq.

- HYPERA caía 2,1 por cento, entre as maiores quedas, após lucro líquido das operações continuadas de 310 milhões de reais nos últimos quatro meses de 2018, queda anual de 32,9 por cento, enquanto a receita líquida recuou 6,5 por cento. Analistas do Itaú BBA destacaram sinais preocupantes para as perspectivas de vendas da empresa.

- VALE tinha acréscimo de 1,1 por cento, mas caminhava para um desempenho quase estável na semana, conforme o papel segue volátil após a tragédia em Brumadinho.

- PETROBRAS PN tinha oscilação positiva de 0,04 por cento, em sessão de alta do petróleo no exterior, e agentes financeiros ainda repercutindo sinalizações do ministro de Minas Energia na véspera sobre a cessão onerosa. Também no radar estava notícia de que o governo federal autorizará Caixa e BNDES a vender ações da companhia sem a necessidade da Presidência.

- ITAÚ UNIBANCO PN subia 0,6 por cento, ajudando no viés positivo, enquanto BRADESCO PN cedia 0,7 por cento.

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