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Com alta de 0,6% do PIB, economistas revisam para cima projeções para 2019 e 2020

Citi eleva previsão para crescimento da economia este ano de 0,7% para 1,1% e Goldman Sach estima avanço de 1,2%

3 dez 2019
11h50
atualizado às 18h41
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O crescimento de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, número acima do esperado pelo mercado (0,4%), provoca uma nova onda de revisões das previsões para o crescimento da economia, tanto este ano quanto em 2020. O Citi, por exemplo, elevou sua previsão para o desempenho da economia este ano de uma alta de 0,7% para 1,1%. Para o ano que vem, a previsão subiu de 1,8% para 2,2%.

O Goldman Sachs também elevou suas projeções. A alta prevista para este ano foi de 1% para 1,2%, enquanto a estimativa para 2020 passou de 2,2% para 2,3%. O economista-chefe do Goldman para a América Latina, Alberto Ramos, destaca que a demanda doméstica, puxada pela aceleração do consumo privado e um "robusto" crescimento do investimento ajudaram a fazer o PIB do terceiro trimestre avançar no topo das previsões, com alta de 0,6%.

O economista Rafael Ihara, da Mauá Capital, não anunciou novas projeções para o PIB, mas disse que o resultado do terceiro trimestre e as revisões nos números anteriores feitas pelo IBGE (o crescimento da economia em 2018 passou de 1,1% para 1,3%, o do segundo trimestre deste ano passou de 0,4% para 0,5%, enquanto o primeiro trimestre foi de -0,1% para 0%) indicam que a economia pode crescer mais do que as suas projeções atuais, de 1% em 2019 e de 2,4% em 2020.

Segundo o economista, a expansão mais forte da economia de julho a setembro não é só efeito de fatores pontuais, como a liberação do FGTS. "Estamos vendo melhora em vários fundamentos." Ihara acrescenta que os recursos do FGTS devem impulsionar a atividade também do quarto trimestre, que deve ter bom desempenho, conforme mostram os primeiros indicadores antecedentes.

Para o economista chefe para mercados emergentes da consultoria inglesa Capital Economics, William Jackson o crescimento do PIB no terceiro trimestre sinaliza que a recuperação da economia brasileira está ganhando fôlego, puxada pela demanda doméstica. "No geral, os dados sugerem que a retomada está ganhando algum fôlego", diz. E ressalta que o quarto trimestre deve ter economia ainda mais forte, conforme já vem sendo sinalizado por alguns dados que vêm sendo divulgados.

Estadão
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