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Cinco conselheiros da Petrobrás pedem para não ter mandatos renovados

Dois dos conselheiros alegaram razões pessoais para a decisão, enquanto outro pede apenas para ser dispensado na próxima assembleia; outros dois saem por insatisfação com ingerências na estatal

2 mar 2021
23h07
atualizado em 3/3/2021 às 10h15
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SÃO PAULO e RIO - Cinco de um total de onze conselheiros informaram a Petrobrás que não pretendem ser reconduzidos ao colegiado na próxima Assembleia Geral-Extraordinária (AGE). São eles João Cox Neto, Nivio Ziviani, Paulo Cesar de Souza e Silva, Omar Carneiro da Cunha Sobrinho e Leonardo Antonelli.

Em Fato Relevante, a companhia informa que Cox Neto e Ziviani alegaram razões pessoais para a decisão. Já Souza e Silva só declarou que por conta de seu mandato ser "interrompido inesperadamente, peço, por favor, para não ser reconduzido ao Conselho de Administração na próxima Assembleia". Ele ressalta o "excelente trabalho" desenvolvido pela diretoria e funcionários, e elogia também o presidente do colegiado, Eduardo Leal.

Já a mensagem de Omar Carneiro da Cunha revela insatisfação com a decisão do presidente da República, Jair Bolsonaro, de promover uma troca no comando da estatal, com a indicação de Joaquim Silva e Luna para o lugar de Roberto Castello Branco.

"Em virtude dos recentes acontecimentos relacionados às alterações na alta administração da Petrobrás, e os posicionamentos externados pelo representante maior do acionista controlador da mesma, não me sinto na posição de aceitar a recondução de meu nome como Conselheiro desta renomada empresa, na qual tive o privilégio de servir nos últimos sete meses", diz Cunha.

Ele faz muitos elogios a Castello Branco e o atual conselho, que "se manteve aderente às estratégias devidamente aprovadas, e seguindo os mais altos níveis de governança e de conformidade com os estatutos da empresa, e aos mais altos padrões de gestão empresarial".

"A mudança proposta pelo acionista majoritário, embora amparado nos preceitos societários, não se coaduna com as melhores práticas de gestão, nas quais procuro guiar minha trajetória profissional", afirma o conselheiro.

Já o comunicado de Antonelli manifestando interesse em sair do conselho da Petrobrás teria vindo antes, em um e-mail aos demais membros do colegiado. "Informei na segunda-feira passada que não vou me reconduzir na chapa do governo", disse ao Estadão/Broadcast.

Mas ele deixou a porta aberta para ser reconduzido como representante dos acionistas minoritários. "Com a renúncia dos quatro colegas de conselho, três deles experientes ex-presidentes de grandes companhias (Shell, Embraer e Claro), agora me sinto ainda mais responsável por lutar pela defesa dos direitos dos 700 mil acionistas da Petrobrás", disse Antonelli.

Diante disso, a União terá de indicar cinco novos nomes, que serão submetidos ao processo de análise de gestão e integridade da companhia e objeto de análise pelo Comitê de Pessoas.

A Petrobrás lembra que a recondução destes conselheiros havia sido proposta pela União, e que eventuais substitutos indicados pelo governo serão submetidos ao Comitê de Pessoas.

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Estadão
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