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Chuva deve "deslanchar" plantio de grãos no Paraná, em especial no oeste, diz Ocepar

28 set 2017
16h16
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O retorno das chuvas a partir deste fim de semana ao centro-sul do Brasil deve contribuir para que o atrasado plantio de grãos de verão "deslanche" no Paraná, em especial na região oeste do Estado, disse o analista técnico da Ocepar Moisés Tokarski.

Após um setembro marcado pela estiagem, o Paraná deverá receber em média 130 mm de precipitações pelo menos até 13 de outubro, sendo os maiores acumulados esperados para os dias 2 (24,2 mm) e 11 (32,6 mm) do próximo mês, de acordo com o Agriculture Weather Dashboard.

Especificamente no oeste do Estado, que já deu início à semeadura, as precipitações devem chegar a uma média de 149 mm nesta primeira quinzena de outubro.

"A tendência é de que na semana que vem o plantio deslanche, caso as chuvas se confirmem. Mas o produtor tem de ver se haverá condições de plantio, se as chuvas terão uma sequência. A previsão é animadora, com chuvas bem distribuídas", disse Tokarski à Reuters.

Segundo ele, as precipitações serão cruciais para que a safra de grãos 2017/18 no Paraná não registre grandes perdas. Até agora, a seca "não teve tanta influência" porque o plantio alcança uma área pequena, explicou.

Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura, mostram que o Paraná semeou apenas 2 por cento da área de soja e 16 por cento da de milho verão.

Há um ano, quando o clima estava mais favorável, esses percentuais eram de 14 e 50 por cento, respectivamente.

"Ainda há trigo para ser colhido no Estado", acrescentou, explicando que algumas regiões paranaenses só dão início à semeadura de milho e soja na segunda metade de outubro.

Até o momento, 65 por cento da safra deste ano de trigo foi colhida no Paraná.

Pelos dados do Deral, o Paraná colherá 19,50 milhões de toneladas de soja em 2017/18, em uma área de 5,44 milhões de hectares. Em agosto, em sua primeira estimativa, o órgão estimava 19,46 milhões de toneladas em 5,43 milhões de hectares, respectivamente.

No caso do milho, a previsão do Deral aponta para uma primeira safra de 3,11 milhões de toneladas em 343,49 mil hectares, ante uma projeção inicial de 3,11 milhões de toneladas e área de 344,52 mil hectares.

CENTRO-OESTE

O Paraná, segundo produtor de soja do Brasil, deverá receber mais chuvas do que o Mato Grosso.

No mesmo período, o maior produtor da oleaginosa do país, onde o plantio também está começando mais lentamente neste ano, deverá receber de 50 a 64 mm no mesmo período.

A situação é semelhante em Goiás, que até o dia 13 de outubro deverá receber entre 30 e 80 mm de precipitações.

Já o Mato Grosso do Sul deverá ver chuvas volumosas de mais de 130 mm, no sudoeste do Estado.

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