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Cena externa endossa ganhos da Bovespa em sessão repleta de balanços

26 abr 2018
12h21
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O principal índice de ações da B3 avançava nesta quinta-feira, tendo como pano de fundo um quadro mais positivo no exterior, com agentes financeiros também analisando uma bateria de resultados corporativos, incluindo os balanços da Vale e do Bradesco.

Às 12:10, o Ibovespa subia 1,15 por cento, a 86.022 pontos. O volume financeiro somava 3,3 bilhões de reais.

De acordo com o analista Vitor Suzaki, da corretora Lerosa Investimentos, a queda no rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos está ajudando os ativos de risco globais, mas o desempenho do local também é respaldo no noticiário corporativo, com balanços robustos corroborando perspectiva positiva para as empresas listadas.

O rendimento dos Treasuries de 10 anos recuavam abaixo de 3 por cento, conforme uma queda núcleo das encomendas de bens de capital em março nos EUA compensou o declínio nos pedidos de auxílio-desemprego para o menor nível em mais de 48 anos.

Tal cenário prevalecia sobre o receio com o cenário eleitoral no Brasil ainda bastante aberto, que tem adicionado volatilidade aos negócios.

DESTAQUES

- BRADESCO PN cedia 0,32 por cento, em sessão volátil, após balanço do primeiro trimestre, com queda vigorosa das provisões para perdas com calotes e controle das despesas administrativas lastreando alta de quase 10 por cento do lucro, mas fraqueza do crédito e das receitas com seguros. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN subia 1,69 por cento.

- VALE ON tinha elevação de 0,69 por cento, após abertura mais fraca, tendo no radar resultado do primeiro trimestre da mineradora, com Ebitda ajustado de 12,9 bilhões de reais, recuo de 4,7 por cento ante um ano antes.

- PETROBRAS PN avançava 2,16 por cento, após forte queda na véspera, corroborando os ganhos do Ibovespa, com os preços do petróleo buscando se sustentar no azul no exterior. O conselho de administração da petroleira também aprovou o nome de Rafael Mendes Gomes para ocupar o cargo de diretor executivo de Governança e Conformidade.

- MULTIPLAN subia 3,63 por cento, entre as maiores altas do Ibovespa, após a administradora de shopping centers divulgar crescimento de 80,8 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre, para 98,1 milhões de reais, apoiada na redução de despesas financeiras e na evolução de indicadores operacionais.

- ECORODOVIAS valorizava-se 1,47 por cento, após reportar aumento de quase 50 por cento do lucro no primeiro trimestre, apoiada no leve crescimento do tráfego nas rodovias administradas pela companhia, reajuste de tarifas de pedágio e menores despesas financeiras.

- KLABIN UNIT subia 2,57 por cento, apesar da queda no lucro líquido no primeiro trimestre, conforme registrou um forte avanço do resultado operacional por conta do aumento da receita e disciplina de custos.

- ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES ON caíam 3,54 por cento, destaque entre as perdas do Ibovespa, após balanço trimestral. O JPMorgan considerou o resultado misto, com os ganhos sólidos de eficiência sendo ofuscados por captação fraca e fortes gastos com despesas de marketing, gerais e administrativas, conforme relatório distribuído a clientes.

- VIA VAREJO UNITS recuava 4,14 por cento, após a companhia divulgar resultado em linha com as expectativas, com crescimento de dois dígitos da receita e nova evolução das margens no primeiro trimestre, quando registrou queda no lucro, devido ao maior pagamento de impostos. As vendas na base mesmas lojas subiram 10,6 por cento.

- HYPERA ON cedia 3,17 por cento, tendo no radar noticiário sobre possível acordo de leniência envolvendo a farmacêutica e novamente especulações sobra a saída do presidente e do principal acionista da empresa. Procurada, a empresa negou que esteja negociando acordo de leniência. A empresa divulga o seu balanço após o fechamento do mercado nesta quinta-feira.

- ELETROPAULO ON, que não está no Ibovespa, subia 7,27 por cento, a 32,90 reais, após a espanhola Iberdrola, por meio da subsidiária brasileira Neonergia, elevar novamente sua oferta de aquisição da companhia para 32,10 reais por ação, em uma acirrada disputa pela maior distribuidora de energia do Brasil em termos de faturamento.

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