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Cautela com o exterior faz Bolsa recuar e dólar fechar a R$ 3,76

Investidores seguem atentos ao debate comercial dos Estados Unidos com a China e temem nova paralisação do governo americano

11 fev 2019
16h16
atualizado às 18h25
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Depois de ter descido até a mínima 93,7 mil pontos no início da tarde, a Bolsa diminuiu um pouco o ritmo de perdas e conseguiu se manter acima dos 94 mil pontos ao fim dos negócios nesta segunda-feira, 11.

Os ativos domésticos foram contaminados pelo mau humor no ambiente externo, com investidores adotando uma postura cautelosa em meio a temores de uma nova paralisação no governo dos Estados Unidos e na expectativa por nova rodada de negociações comerciais entre americanos e chineses. O dólar terminou o dia cotado a R$ 3,7649, alta de 0,99%, enquanto o Ibovespa, principal índice do País, recuou 0,98%, aos 94.412,91 pontos.

A cautela lá fora tirou fôlego das bolsas americanas, e derrubou as cotações do petróleo, levando a uma busca global pelo dólar. Além do ambiente externo negativo, pesou a demora na formatação de uma proposta oficial para a reforma da Previdência, já que o presidente Jair Bolsonaro - a quem cabe a última palavra sobre o tema antes do envio do texto ao Congresso - segue internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

No noticiário externo, Michelle Bowman, diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estado Unidos) que tem voto nas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), afirmou que está "confortável" com o atual estado da política monetária nos Estados Unidos e que, quando observa a inflação e o mercado de trabalho, vê que a economia está em "bom lugar".

As declarações de Bowman reforçam o tom mais paciente do Fed e poderiam, em tese, levar a um enfraquecimento do dólar. Os temores de desaceleração da economia global e a queda do euro, contudo, dão fôlego à moeda americana.

Um dos destaques negativos do Ibovespa foi a ação da Vale. Depois de começar o dia em alta, por conta da valorização do minério de ferro na China, o papel da mineradora inverteu o sinal e recuou 2,64%. Segundo notícias veiculadas na imprensa nacional, o Ministério Público de Minas Gerais já teria pedido de prisão do presidente da Vale, Fábio Schvartsman, e de outros executivos da mineradora.

Estadão

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