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Casa & Vídeo acelera expansão e já pensa em vir para São Paulo

4 dez 2021 09h26
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A rede de eletroeletrônicos e artigos para o lar Casa ? ou a tradicional, mais cara e com maior quantidade de produtos que são oferecidos.

"Acreditamos que ainda existam oportunidades para lojas no Rio e no Espírito Santo, onde a marca é muito presente. Mas a tendência é que, a partir de 2023, a abertura ocorra com maior peso em São Paulo e Minas Gerais", afirma Benderoth, que assumiu o cargo em 2018 e pisou no acelerador, com mais de 100 lojas abertas desde então.

O plano da varejista para 2022 é inaugurar mais 35 lojas no Sudeste - a empresa não pretende operar fora da região. Benderoth se diz "moderadamente otimista" para as vendas do ano que vem, apesar da perspectiva de baixo crescimento da economia. "O ano de 2021 foi complexo. No primeiro semestre sofremos com o quadro da pandemia, um retrocesso que não achávamos que ia acontecer, com fechamento de lojas. No segundo semestre, percebemos a queda no volume de vendas, com inflação mais alta e o desemprego. Para 2022, a economia brasileira não vai crescer muito, mas o Auxílio Brasil talvez ajude a compensar."

O executivo concorda que a Black Friday não foi boa para o mercado, inclusive no e-commerce. Ele culpa, em parte, a data promocional ter caído antes do pagamento do 13.º salário. Para o Natal, ele se considera em "moderado otimismo". O executivo prevê vendas 20% maiores na empresa frente ao Natal de 2020. "Vai ser um dezembro bastante 'promocionado'. Além disso, tem alguns momentos em que o consumidor se dá o direito de gastar com alguma coisa", diz o executivo.

Mais lojas

A abertura acelerada de lojas traz capilaridade para a outra frente de crescimento da varejista: o comércio eletrônico. No início da pandemia, as vendas online representavam 3% da receita. A fatia permanece pequena, mas subiu para 10%. A empresa segue sem intenção de retomar o IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês). Os planos serão financiados com a geração de caixa. Um cenário bem diferente do início da década passada, quando entrou em recuperação judicial por dívidas trabalhistas, com bancos e fornecedores.

O consultor de varejo Alberto Serrentino lembra que a pandemia aumentou a vacância em shoppings e nas ruas, tornando atraente abrir lojas. "Em termos gerais, vamos ver cada vez mais planos de expansão. É preciso considerar, porém, que o custo de materiais de construção explodiu e encareceu o investimento."

Pedro Serra, da Ativa Investimentos, afirma que faz sentido as empresas usarem o momento para crescer pela abertura de lojas. "Mesmo quem é online tem pensando em aumentar sua presença física."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão
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