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Kombi Last Edition x 1964: veja o que mudou em quase 50 anos

Série especial que marca o fim da produção do modelo terá apenas 1.200 unidades enumeradas

26 nov 2013
07h43
atualizado em 4/12/2013 às 19h28
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Kombi Last Edition x 1964: veja o que mudou em quase 50 anos

A Kombi deixará de ser fabricada no Brasil em dezembro, depois de uma longa história que remete a 1953, no início das operações da Volkswagen no Brasil. Para o adeus, a fabricante criou a série especial Last Edition com 1.200 unidades enumeradas, dignas de colecionador. Difíceis de serem encontradas nas concessionárias, elas começaram a ser entregues há cerca de três semanas. Um dos primeiros proprietários é o empresário e restaurador de veículos Leonardo Pierucci, que já tinha como “xodó” uma versão de 1964. 

O investimento foi de R$ 85 mil – o mesmo preço sugerido pela montadora, mas cerca de R$ 35 mil a mais que uma Kombi Standard que continua a ser fabricada e vendida por R$ 50 mil. Como diferenciais, a Last Edition tem pintura exterior de cores diferentes na parte mais alta (branco) e na mais baixa (azul) , grade dianteira superior e molduras de setas e faróis pintados na cor do veículo e pneus com faixa branca. No interior, os bancos são de vinil, nas mesma cores do exterior, e o painel possui uma (importante) plaqueta no painel: 0403/1200.

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Lado a lado, as versões de 1964 e 2013 têm poucas diferenças no exterior. O formato é praticamente o mesmo, com alguns detalhes mais modernos na Last Edition. No entanto, por dentro a evolução é grande. No modelo antigo, chamado carinhosamente de “Corujinha”, o motor de 1.2 litro é refrigerado a ar, com quatro cilindros e 30 cavalos de potência, o mesmo que equipava o Fusca na época. O painel tem velocímetro e medidor do tanque de combustível analógicos, além de rádio FM/OM.

Quase 50 anos depois, o modelo vem equipado com o motor bicombustível de 1.4 litro, que desenvolve potência de até 80 cv com etanol. Enquanto o motor quase dobrou de potência, o câmbio continua sendo de quatro marchas. Tirando os botões do painel, mostradores digitais e rádio com CD/SD/Bluetooth, a disposição interna não mudou muito. As cortinas na janelas laterais dão o toque vintage das décadas de 1960 e 1970. 

Mesmo com a evolução, o modelos de 1964 ainda mais prazeroso de guiar, não somente pelo charme, mas também pela posição de dirigir, segundo Pierucci. Desde setembro de 1957 até julho de 2013 foram produzidas 1.551.140 unidades da Kombi na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) – os 56 anos ininterruptos de produção marcam um recorde de maior longevidade na indústria automobilística mundial.

História
A Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 1940, que projetou a combinação do Volkswagen Sedan em um veículo de carga leve. Lançada na Alemanha em 1950, o modelo era equipado com motor 4 cilindros 1.2 l com refrigeração a ar e 25 cavalos de potência. Ao lado do Fusca, a Kombi marcou o início das atividades da Volkswagen no País, há 60 anos. Sua montagem começou no ano de 1953, em um galpão no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

A partir de 2 de setembro de 1957 o modelo passou a ser efetivamente produzido no Brasil, na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo. A Kombi foi o primeiro veículo fabricado pela Volkswagen do Brasil, antes mesmo do Fusca – e o primeiro feito pela empresa fora da Alemanha. O nome Kombi é uma abreviação, adotada no Brasil, para o termo em alemão Kombinationsfahrzeug, que em português significa “veículo combinado” ou “combinação do espaço para carga e passeio”. Na Alemanha o modelo recebeu o nome VW Bus T1 (Transporter Número 1).

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Além das versões com janelas traseiras de vidro ou furgão, a Kombi também foi fabricada como pick-up, com cabine simples ou cabine dupla. Menos de quatro anos após seu lançamento no Brasil foi introduzido no mercado nacional o modelo de seis portas, nas versões luxo e standard, com transmissão sincronizada e índice de nacionalização de 95%. A versão picape surgiu em 1967, já com motor de 1.500 cm³ (potência bruta de 52 cavalos) e sistema elétrico de 12 volts.

A trajetória internacional da Kombi brasileira se iniciou com as exportações da Volkswagen do Brasil nos anos 1970 para mais de 100 países. Os principais mercados externos da Kombi foram Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai. Em 1975, a Kombi passou por uma reestilização e também teve a cilindrada do motor ampliada para 1.600 cm³. A potência bruta era de 58 cavalos. Três anos mais tarde, esse motor 1.6 l ganhou dupla carburação, o que aumentou sua potência bruta para 65 cavalos.

A opção com motor 1.6 l a diesel surgiu em 1981. Com quatro cilindros em linha e refrigerado a água, esse motor desenvolvia potência de 60 cavalos e era oferecido para as carrocerias furgão e picape – a opção cabine dupla também foi introduzida naquele mesmo ano. Em 1982 foi introduzida a versão movida a etanol do motor 1.6 l com potência de 56 cavalos.

No ano seguinte, a Kombi ganhou painel e volante novos, além da alavanca do freio de mão, que sai do assoalho e passa para debaixo do painel. As versões a diesel e cabine dupla incorporaram novidades e itens de conforto como cintos de segurança de três pontos, bancos dianteiros com encosto de cabeça e temporizador para o limpador do para-brisa, entre outros.

Em 1997 chegou a Kombi Carat, que apresentava soluções como teto mais alto (recurso que passou a ser adotado em toda a linha), porta lateral corrediça e a ausência da parede divisória atrás do banco dianteiro. No fim de 2005, a Kombi se tornou flexível, recebendo o motor 4 cilindros 1.4 flex. Um dos pontos fortes em sua comercialização sempre foi a fácil adaptação para os mais diversos tipos de uso: a Kombi foi usada como ambulância, viatura policial, veículo do Corpo de Bombeiros, veículo de lazer, escritório volante, biblioteca circulante, carro funerário, lanchonete e até carro de reportagem de televisão e rádio, entre outras versões.

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Fonte: Terra
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