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IPVA vai subir muito no boleto de 2022; saiba como calcular

Com a disparada dos preços de veículos novos e usados, IPVA terá valor mais alto no boleto que chegará ao contribuinte

29 nov 2021 11h18
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IPVA vai subir muito no boleto de 2022
IPVA vai subir muito no boleto de 2022
Foto: Romildo de Jesus/Futura Press

Se você possui um carro próprio, prepare-se. Afinal, o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) vai subir bastante no boleto de 2022. Indo direto ao ponto, com a disparada dos preços dos veículos durante a pandemia da covid-19, os valores do tributo também vão subir - e muito. Nem mesmo modelos populares escaparão do alíquota maior.

Um bom exemplo é Renault Kwid, carro 0-km mais barato do Brasil. Em novembro de 2020, o hatch compacto usado (ano/modelo 18/19) custava R$ 34.438 na Tabela Fipe. Pois em novembro de 2021, o mesmo modelo é cotado a R$ 43.932, ou seja, um aumento de quase R$ 10 mil reais no valor do veículo em apenas um ano - o que representa 1/3 do valor do carro.

E quanto mais caro é o veículo, maior será o aumento acumulado neste ano. Vejamos, por exemplo, o caso do Jeep Renegade, SUV mais vendido do País em 2021. Em novembro de 2020, um exemplar 19/19 da versão Longitude 4x2 com motor 1.8 flex custava R$ 76.186. Agora, o mesmíssimo modelo custa R$ 91.498 no índice da Fipe.

Novos e usados

Cabe ressaltar que a alíquota do IPVA é a mesma para veículos novos e usados. Entretanto, no caso dos 0-km, a base de cálculo é o valor da nota fiscal de compra. Já para os usados, segundo a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz), é considerado o valor de mercado medido pela Tabela Fipe.

De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a variação dos valores de bens e serviços, os veículos novos aumentaram mais de 20% em um ano - outubro de 2020 até o décimo mês de 2021. O número sobe ainda mais se levar em consideração apenas os modelos usados: 30,25%. Em média, de 12 meses para cá, o consumidor paga 25% a mais na compra de um carro.

Por Estado

Cada Estado tem sua alíquota de IPVA exclusiva. Em São Paulo, por exemplo, a taxa paga é de 4% para os automóveis de passeio a gasolina e flexíveis. Já os modelos que usam exclusivamente álcool, eletricidade ou gás, comprados antes de 15 de janeiro de 2021, têm alíquota de 3%. Veículos com mais de 20 anos de fabricação são isentos.

O governo ainda não divulgou a tabela de valores e as respetivas datas para pagamentos de 2022. Ao Jornal do Carro, o órgão disse que os estudos têm divulgação prevista para dezembro. Entretanto, se o calendário do IPVA 2022 for semelhante ao de 2021, em São Paulo, o imposto vencerá a partir do dia 7 de janeiro de 2022 para carros com placa final 1.

Cálculo

Para guardar dinheiro e preparar o bolso, a dica é calcular previamente o valor do seu IPVA. Para tanto, basta multiplicar o valor de mercado do veículo pela alíquota do seu Estado. Por exemplo, se o seu carro está registrado em São Paulo e, na Tabela Fipe vale R$ 36.000, basta multiplicar 36.000 x 4% = 1.440. Este último é o valor do IPVA, ou seja, R$ 1.440.

De praxe, o IPVA pode ser pago de três maneiras diferentes. Em cota única, com desconto de 3% no mês de janeiro. Dividido em três parcelas: janeiro, fevereiro e março. Ou, por fim, em cota única, sem desconto, no mês de março.

Começo de tudo

A falta de semicondutores ocasionada pelas constantes paralisações de fábricas em todo o mundo - por causa da pandemia da covid-19 - afetou a produção de veículos. Consequentemente, a lei da oferta e da procura colocou os valores de modelos 0-km nas alturas. Nesse sentido, a falta de 0-km a pronta-entrega fez o consumidor migrar para o mercado de usados e seminovos - que também aumentaram.

Isso ocasionou um fenômeno inédito no mercado: veículos seminovos com valor mais alto que novos. De acordo com especialistas, essa inflação também é consequência da maior demanda. Afinal, situações como a impossibilidade de viajar, o fechamento do comércios e a necessidade de transporte individual empurrou as pessoas a adquirir bens, como automóveis, por exemplo.

Para onde vai o dinheiro?

Pago anualmente pelos proprietários de veículos, o valor do IPVA (recolhido como um dos requisitos para o licenciamento) ainda é alvo de dúvida por parte de muitos contribuintes. Afinal, para onde está indo o dinheiro se as ruas e estradas continuam em péssimas condições?

De acordo com a Sefaz, 20% vai para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O valor fica repartido meio a meio para o Estado e a outra metade para o município de registro do veículo. Nesse sentido, a parte que cabe ao Estado destina-se à áreas como saúde, educação, segurança pública e, por fim, infraestrutura.

Como pagar?

O IPVA recebe pagamento pela rede bancária autorizada (guichê do caixa, autoatendimento, internet banking, débito agendado) ou nas casas lotéricas. O primeiro passo, portanto, consiste em utilizar o código Renavam. Para encontrar o número, basta recorrer ao Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). Uma dica da Sefaz: nunca pague o IPVA por meio de guias emitidas em programas não oficiais.

Estadão
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