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Após mortes, Ford pede para EUA pararem de dirigir picapes

11 jan 2018
18h29
atualizado às 18h46
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A Ford Motor disse nesta quinta-feira que confirmou uma segunda morte em uma caminhonete antiga causada por um inflador de airbag defeituoso produzido pela japonesa Takata e pediu a 2.900 donos dos veículos na América do Norte para pararem de dirigir imediatamente até conseguirem peças de reposição.

A segunda maior montadora dos Estados Unidos disse que confirmou no final de dezembro que uma morte ocorrida em uma Ford Ranger 2006 em julho de 2017 no Estado norte-americano da Virgínia foi causada por um inflador de airbag defeituoso produzido pela Takata. A empresa relatou anteriormente uma morte semelhante na Carolina do Sul, ocorrida em dezembro de 2015.

Foto: iStock

A Ford disse que ambas as mortes ocorreram com infladores instalados no mesmo dia em picapes Ranger 2006. Pelo menos 21 mortes em todo o mundo estão ligadas aos infladores da Takata . O dispositivo defeituoso pode lançar estilhaços metálicos dentro do veículos ao acionar o airbag. As peças defeituosas geraram o maior recall automotivo na história. As outras 19 mortes ocorreram em veículos da Honda Motor <7267.T>, a maioria nos EUA.

A Ford lançou um novo recall para automóveis que já haviam sido chamados de volta às fábricas em 2016. Das 391 mil unidades da Ranger produzidas entre 2004 e 2006, o novo recall anunciado nesta quinta-feira afeta 2.900 veículos. Estes incluem 2.700 nos Estados Unidos e quase 200 no Canadá. O novo recall permitirá a identificação dos 2.900 proprietários no grupo de maior risco.

A National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) orientou os proprietários a prestarem atenção ao aviso da Ford. "É extremamente importante que todos os airbags de alto risco sejam rastreados e substituídos imediatamente", disse a porta-voz da NHTSA, Karen Aldana.

A Ford pagará para rebocar os veículos até as concessionárias ou enviará equipes de reparo às casas dos proprietários e fornecerá consertos gratuitos.

A Takata disse em junho que faria o recall ou tinha expectativa de convocar cerca de 125 milhões de veículos em todo o mundo até 2019, incluindo mais de 60 milhões nos Estados Unidos. Cerca de 19 montadoras em todo o mundo foram afetadas pela falha.

O defeito levou a Takata a entrar em recuperação judicial em junho de 2017. No ano passado, a empresa foi condenada a pagar 1 bilhão de dólares em penalidades criminais relacionadas aos recalls.

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