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Canadá e EUA iniciam diálogo sobre Nafta

Chanceler canadense se reuniu com o representante comercial em Washington um dia depois de Trump anunciar acordo com México

28 ago 2018
23h00
atualizado em 29/8/2018 às 08h35
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Enquanto o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, reafirmava nesta terça-feira, 28, em entrevista à Fox Business que o governo do presidente Donald Trump está disposto a fechar o acordo comercial com o México, "com ou sem o Canadá", a chanceler canadense, Chrystia Freeland, dava início às discussões sobre como reformular o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) com o representante comercial americano, Robert Lighthizer.

Antes de entrar no prédio do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), Chrystia disse a repórteres que estava "encorajada pelo progresso que os EUA e o México fizeram, particularmente em veículos e mão de obra".

Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump
Foto: Leah Millis / Reuters

A ministra das Relações Exteriores canadense adiou uma viagem à Europa e foi para Washington um dia depois que o governo de Donald Trump anunciou um acordo preliminar com o México para substituir o Nafta. É a primeira reunião de Chrystia com autoridades americanas desde maio.

Por outro lado, o acordo bilateral entre EUA e México esbarrou ontem em perguntas sobre conteúdo e procedimentos, de ambos os partidos no Congresso dos EUA, com o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, dizendo que o tratado enfrenta "sérias preocupações legais".

Se Trump deixar o Canadá de fora do acordo e trouxer apenas um acordo bilateral EUA-México para ratificação do Senado como um substituto do Nafta, o presidente enfrentará uma luta árdua, disseram congressistas.

Para Ross, o secretário de Comércio dos EUA, o Canadá "depende muito" da economia americana, especialmente no setor automotivo, por isso teria incentivos para confirmar um acordo. Na entrevista à Fox Business, ele afirmou ainda que o Canadá "tem sido muito ruim com nossos fazendeiros"./AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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Estadão

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