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Câmara rejeita destaque sobre mudanças na regra do abono salarial

Pelo texto-base da reforma, abono do PIS/Pasep passará a ser pago apenas aos trabalhadores com rendimento de até R$ 1.364,43

12 jul 2019
00h50
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BRASÍLIA - O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou o destaque nº14, apresentado pela bancada do PSOL, que buscava suprimir da reforma as mudanças no pagamento do abono salarial. Como o destaque era supressivo, os favoráveis ao texto-base precisavam reunir 308 votos para manter o texto aprovado ontem. Foram 326 para derrubar a medida do PSOL, contra 164.

Atualmente, o benefício é pago aos trabalhadores que recebem até dois salários mínimos - ou R$ 1.996,00 neste ano. Mas, pelo texto-base da reforma da Previdência aprovado na última quinta-feira, 11, no Plenário, o abono do PIS/Pasep passará a ser pago apenas aos trabalhadores com rendimento de até R$ 1.364,43.

De acordo com um documento que circula entre líderes partidários, feito para ajudar os deputados a saber como votar, a medida teria impacto de R$ 76,4 bilhões em 10 anos.

Essa é a terceira proposta de alteração do texto rejeitada pelo plenário. Quatro foram analisadas até agora. A emenda que foi aprovada abranda o cálculo do benefício para as mulheres.

Após o destaque nº14, o plenário analisará os outros 11 destaques de bancada que ainda restam, um de cada vez. O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado na noite de quarta-feira por 379 votos a 131 no plenário.

Estadão
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