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Caixa reitera promessa de devolver à União neste ano metade de dívidas de "pedaladas"

12 jun 2019
12h33
atualizado às 13h30
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O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, anunciou nesta quarta-feira que o banco estatal devolverá ao governo neste momento 3 bilhões de reais em recursos aportados na instituição no passado e reiterou promessa de que os montantes a serem devolvidos ao governo neste ano somarão 20 bilhões de reais.

Ministro Paulo Guedes e presidente da Caixa, Pedro Guimarães, durante entrevista em Brasília 12/6/2019 REUTERS/Adriano Machado
Ministro Paulo Guedes e presidente da Caixa, Pedro Guimarães, durante entrevista em Brasília 12/6/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Essa dívida da Caixa com a União se refere a IHCDs (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida), por meio dos quais o governo federal injetou recursos no banco na última década.

Guimarães reiterou que a promessa de devolução de 20 bilhões de reais por parte da Caixa foi um compromisso firmado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

A dívida total da Caixa dentro dos IHCDs soma 41 bilhões de reais. O BNDES deve ao governo um total de 36 bilhões de reais nessa modalidade.

Banco do Brasil (8,1 bilhões de reais), Banco do Nordeste do Brasil (1 bilhão de reais) e Banco da Amazónia (1 bilhão de reais) completam a lista de devedores à União com base nesse instrumento.

Segundo o presidente da Caixa, o pagamento dos recursos decorre do entendimento da Caixa como um "banco social". Ele afirmou ainda que o foco do banco estatal é continuar incentivando o crédito imobiliário no Brasil.

Em entrevista à Reuters no começo de maio, Guimarães havia citado um prazo de quatro anos para concluir o pagamento dos mais de 40 bilhões de reais em dívidas das "pedaladas".

Junto a Guimarães em coletiva à imprensa nesta quarta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou a importância das "despedaladas" de bancos públicos, processo iniciado agora pela Caixa, e que o governo conseguirá abater da dívida pública os recursos a serem devolvidos.

Segundo Guedes, isso ajuda a melhorar a eficiência do governo e torná-lo mais "fraterno". "A reforma da Previdência vai garantir mais fraternidade", completou.

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