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Bullard: Fed deveria cortar estímulo neste ano "de forma relativamente rápida" para encerrá-lo no começo de 2022

30 jul 2021 11h20
| atualizado às 14h59
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O Federal Reserve deveria começar a reduzir suas compras mensais de 120 bilhões de dólares em títulos neste outono (no Hemisfério Norte) e cortá-las "de forma relativamente rápida" de modo que o programa se encerre nos primeiros meses de 2022 e abra caminho para um aumento de juros no ano que vem, se necessário, disse o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, nesta sexta-feira.

Presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard. 8 de outubro de 2018. REUTERS/Edgar Su
Presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard. 8 de outubro de 2018. REUTERS/Edgar Su
Foto: Reuters

Num alerta de que seus colegas do Fed estão impondo a si mesmos riscos de precisarem subir os juros de forma atabalhoada --possivelmente provocando uma recessão-- se a inflação continuar alta, Bullard disse que é hora de começar a contabilizar essa probabilidade.

"Estamos inclinados demais para o lado 'dovish'", disse Bullard em comentários a repórteres, fazendo um apelo para que o Fed decida em sua reunião de setembro um plano para encerrar gradualmente suas compras de títulos até o fim de março de 2022.

"Toda a comunidade dos bancos centrais está no modo 'dovish' há muito tempo. Se os dados se voltarem contra nós, talvez tenhamos que agir rapidamente, e isso pode ser prejudicial."

Bullard foi a primeira autoridade regional do Fed a falar publicamente após a reunião do banco central desta semana, em que os formuladores de política monetária disseram esperar que a recuperação econômica continue, apesar de um salto nas infecções por coronavírus.

Embora o chair do Fed, Jerome Powell, tenha dito que a recuperação do mercado de trabalho, em particular, ainda está distante do ponto em que um "aperto" das compras de títulos seria apropriado, Bullard disse que vê os mercados de trabalho se recuperando rapidamente e questionou a lógica de o Fed continuar a estimular a economia com suas compras em meio a um rápido crescimento econômico e uma "bolha imobiliária nascente".

O argumento de Bullard representa um lado de um debate no banco central norte-americano sobre como encarar a inflação, que surpreendeu com seu ritmo e persistência, e quanto apoio dar à economia para que recupere os milhões de empregos perdidos em comparação aos patamares pré-pandemia.

Analistas do mercado esperam que uma redução gradual das compras de títulos pelo Fed comece no fim deste ano ou no início de 2022, em parte como preparação para um eventual aumento de juros.

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