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Brasil ainda oferece pouco espaço a lideranças femininas

Pesquisa mostra que apenas 37,4% dos cargos gerenciais eram ocupados por mulheres em 2019. No esporte, situação é ainda pior.

10 dez 2021 07h00
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As lideranças femininas ainda encontram pouco  espaço no Brasil
As lideranças femininas ainda encontram pouco espaço no Brasil
Foto: Ernesto Eslava / Pixabay

As mulheres enfrentam obstáculos e representam uma parcela pequena em posições de liderança em todos os cenários econômicos. Segundo a pesquisa “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, divulgada pelo IBGE, apenas 37,4% dos cargos gerenciais eram ocupados por mulheres em 2019. A ONU Mulheres mostra também que apenas 7,4% das empresas na lista da Fortune 500 em 2020 são dirigidas por mulheres.

No esporte, essa realidade é ainda mais perceptível. No futebol mundial há forte predominância de homens em cargos de gestão: mais de 88% do total de postos-chave é masculino. No mercado brasileiro não é muito diferente. Eles são mais de 80% em posições de liderança.

“No universo das startups, apenas 9,8% das que integram o ecossistema de inovação brasileiro têm mulheres como fundadoras. Destas, 4,7% foram criadas exclusivamente por elas, enquanto 5,1% possuem fundadores de ambos os gêneros. Esse número, no entanto, representa um avanço de apenas 1,9% na última década”, explica Fernando Patara, Head de Inovação e mentor de startups do Arena Hub.

Para contribuir para a transformação deste cenário e incentivar negócios com lideranças femininas, o Arena Hub, com o apoio da EY e do Sebrae, criou o Desafio Like a Woman, com inscrições abertas até 10 de janeiro de 2022. A iniciativa é direcionada a startups que têm mulheres como fundadoras, CEOs ou outras posições de gestão e liderança.

É importante haver mais empreendimentos dirigidos pelas mulheres, principalmente no esporte, que é visto como um universo majoritariamente masculino. Com essa iniciativa, a potência da força feminina terá maior visibilidade e pode incentivar empreendedoras que possam entrar na indústria esportiva e contribuir com sua visão estratégica”, afirma Fernando Patara.

Para a sócia da EY Private e líder dos programas Empreendedor do Ano e Winning Women Brazil, Raquel Teixeira, o apoio da EY é fundamental para o desenvolvimento das lideranças femininas no ambiente de negócios, mesmo na área esportiva. 

“Acreditamos na necessidade de transformação deste cenário no país. Ao apoiarmos esta iniciativa, que está diretamente relacionada ao nosso propósito de construir um mundo de negócios melhor, aumentamos a visibilidade das mulheres em cargos estratégicos no ambiente esportivo. Por meio de mentorias de inovação, tecnologia e empreendedorismo, esperamos fornecer o suporte necessário para que essas líderes possam crescer e amadurecer seus negócios, contribuindo para o ecossistema de empreendedorismo feminino no Brasil.”

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