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Bradesco vê mais crescimento e menor pressão sobre câmbio em 2019

9 nov 2018
15h45
atualizado às 18h35
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O Banco Bradesco atualizou suas previsões para a economia brasileira e passou a prever crescimento maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 e redução da taxa de câmbio tanto neste quanto no próximo ano.

Homem caminha em frente a agência do Banco Baradesco no centro do Rio de Janeiro
20/08/2014
REUTERS/Pilar Olivares
Homem caminha em frente a agência do Banco Baradesco no centro do Rio de Janeiro 20/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares
Foto: Reuters

A equipe de economistas chefiada por Fernando Honorato Barbosa colocou na balança os fatores a favor e contra o crescimento econômico e concluiu que os positivos estão se sobressaindo, o que justificava ter elevado a previsão de expansão no próximo ano para 2,8 por cento, de 2,5 por cento antes.

O banco chama a atenção para a melhora nas condições financeiras, com destaque, entre outros, para o crescimento do PIB no terceiro trimestre mais próximo de 0,5 por cento, queda do risco-país e apreciação do câmbio, "levando as condições financeiras novamente para um patamar expansionista - ainda que inferior ao do começo do ano."

Os fatores negativos citados foram a perspectiva de desaceleração da economia argentina e dificuldades fiscais nos estados e ausência de efeitos expansionistas como o FGTS e

PIS.

"É importante ressaltar que a melhora das condições financeiras e menor risco é dependente da implementação de uma agenda de reformas consiste com o endereçamento dos principais desafios do país", argumentou o Bradesco.

O Bradesco também reduziu sua previsão para a taxa de câmbio a 3,70 reais tanto no final de 2019 quanto de 2020, de 3,90 reais e 3,80 reais, respectivamente.

"Os fundamentos das contas externas ainda indicam um 'valor justo' para a moeda abaixo de R$/US$ 3,70, mesmo diante da maior incerteza global, mas esses patamares dependem de uma maior alocação vinda dos estrangeiros e do avanço da agenda de reformas."

O banco não promoveu alterações nem nas projeções de inflação --4,4 por cento neste ano e 4,25 por cento em 2019--, e também manteve a previsão sobre a trajetória da taxa de juros, considerando como mais provável o início da elevação da Selic no segundo trimestre em passos de 0,25 ponto percentual, com a taxa atingindo 8 por cento ao final do próximo ano.

Economistas de mercado ouvidos semanalmente pelo Banco Central esperam uma inflação de 4,40 por cento em 2018 e 4,22 por cento no ano seguinte. A estimativa para a taxa de câmbio é de 3,70 reais neste ano e 3,80 no fim de 2019. A pesquisa Focus mostra, ainda, expectativa de Selic a 8 por cento no fim do ano que vem.

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