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Bovespa recua com ruídos políticos, mas sobe 2% na semana

6 out 2017
17h10
atualizado às 18h36
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O principal índice da bolsa paulista caiu nesta sexta-feira, após o cenário político voltar a gerar cautela e dados do mercado de trabalho norte-americano reforçarem apostas na alta de juros nos EUA, o que abriu espaço para algum ajuste.

Ibovespa completou dez valorizações seguidas na véspera, na maior série de ganhos desde 2010
Ibovespa completou dez valorizações seguidas na véspera, na maior série de ganhos desde 2010
Foto: O Financista / Renzo Fedri / O Financista

O Ibovespa fechou em queda de 0,73%, a 76.054 pontos, mas acumulou alta de 2,37% na semana, após cair nas duas semanas anteriores.

O giro financeiro somou R$ 7,9 bilhões, ante média diária de setembro de R$ 9,97 bilhões e abaixo ainda da média diária vista nos quatro primeiros pregões de outubro, de R$ 9,8 bilhões.

No exterior, os dados do mercado de trabalho nos EUA mostraram fechamento de vagas em setembro pela primeira vez em sete anos, mas houve queda da taxa de desemprego e aumento da renda média dos trabalhadores, sinais de que o mercado segue se fortalecendo.

"Os dados de hoje fecharam a questão sobre a alta de juros (nos EUA) em dezembro", disse o analista da Um Investimentos Aldo Moniz.

Localmente, a política voltou a despertar alguma cautela na véspera, após o PSDB tentar retirar o deputado Bonifácio de Andrada (MG) da relatoria da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. No entanto, o deputado seguirá na relatoria, ocupando uma vaga cedida pelo PSC.

Do lado econômico, a inflação oficial do país subiu mais do que o esperado em setembro, mas permanece no caminho para terminar o ano abaixo do piso. No mês passado, o IPCA subiu 0,16%, ante estimativa em pesquisa Reuters alta de 0,09%. Em 12 meses, a inflação foi de 2,54%, acima dos 2,47% na pesquisa.

Destaques

- PETROBRAS PN caiu 1,32% e PETROBRAS ON perdeu 1,21%, em linha com o movimento dos preços do petróleo no mercado internacional.

- ITAÚ UNIBANCO PN recuou 1,17% e BRADESCO PN teve baixa de 1,04%, ajudando a pressionar o Ibovespa devido ao peso desses papéis em sua composição.

- VALE ON caiu 0,4%, na última sessão da semana sem referência para os preços do minério de ferro na China, devido a feriado no país asiático.

- CSN ON cedeu 2,66% e GERDAU PN perdeu 2,89%, enquanto USIMINAS PNA anulou as perdas inciais e subiu 4,35%. No radar estava a decisão da União Europeia de sobretaxar o aço laminado a quente de alguns países, incluindo o Brasil. Para analistas da Coinvalores, apesar de alguma pressão negativa nas ações no curto prazo, o impacto em termos operacionais não deve ser muito expressivo, uma vez que as siderúrgicas brasileiras de capital aberto não são grandes exportadoras de laminado a quente para Europa.

- FIBRIA ON avançou 4,4% e liderou a ponta positiva do Ibovespa, após o JP Morgan elevar o preço-alvo para os papéis da empresa para R$ 57, ante R$ 46, e afirmar que os preços médios para celulose devem ser continuar em um patamar saudável por mais tempo.

- ELETROPAULO PN, que não faz parte do Ibovespa, avançou 2,75%, após o BTG Pactual elevar a recomendação dos papéis para "compra", com preço-alvo de R$ 20. A melhora na recomendação vem após o anúncio de um memorando de entendimento com a Eletrobras com o objetivo de acabar com uma disputa judicial sobre uma dívida bilionária. Os papéis PNB da Eletrobras caíram 3,71%, enquanto os ON recuaram 3,07%.

- RENOVA ENERGIA UNIT, que também não figura no Ibovespa, caiu 9,19%, reagindo à notícias da Reuters, de que Brookfield Asset Management desistiu de melhorar uma oferta pela empresa de energias renováveis.

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