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Bolsonaro sobre convite da OCDE: é prova de sucesso da nossa política externa

Nas redes sociais, presidente disse que Brasil tem 'entrada no mundo todo'; processo de adesão deve demorar de três a cinco anos

27 jan 2022 21h43
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BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro voltou a comemorar nesta quinta-feira, 27, a aprovação do processo de entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e atribuiu o convite ao que chamou de "sucesso" da política externa do País.

Em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro reconheceu que o início das tratativas com a entidade se deu no governo Michel Temer, mas que o Brasil teria ficado "noivo" da OCDE somente agora, no seu governo. O processo ainda deve demorar de três a cinco anos e o Brasil precisa aderir a 251 exigências do organismo. Até agora, 104 foram cumpridas.

"É prova de sucesso da nossa política externa, tão criticada pela mídia. Temos política externa muito robusta e temos entrada no mundo todo", afirmou o presidente durante a live, sem citar as críticas internacionais à diplomacia brasileira, sobretudo durante a gestão do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo.

Como outras instituições multilaterais, a OCDE nasceu no pós-guerra, inicialmente para organizar a ajuda financeira dos EUA à Europa. A partir dos anos 60, tornou-se o que é hoje: um fórum de discussão de políticas públicas, incluindo países como Japão, Nova Zelândia, Israel e nações do Leste Europeu e América Latina. Hoje tem 37 membros - que representam 80% do comércio e investimento mundial - e 5 parceiros-chave, incluindo o Brasil.

Diferentemente das suas "irmãs", a OCDE não tem um poder real - não empresta dinheiro, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), nem arbitra disputas, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).

O maior benefício no ingresso brasileiro é um "selo de qualidade" para o mercado internacional altamente favorável ao ambiente de negócios. Segundo o Ipea, a entrada do Brasil pode aumentar em 0,4% o PIB anual. Além disso, o País terá voz ativa nos debates sobre padrões e implementações de políticas públicas. Ante reformas desafiadoras, o Brasil tem muito a se beneficiar dos quadros técnicos da OCDE em questões relacionadas à racionalização da tributação, o combate à corrupção, a capacitação do funcionalismo ou a qualificação da educação.

Estadão
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