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Bolsonaro diz que há brecha para recompor inflação no salário mínimo

14 jan 2020
10h23
atualizado às 10h51
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que há espaço para reajustar o salário mínimo de forma a recompor a inflação do ano passado.

Presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada
13/01/2020
REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada 13/01/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

O presidente, que irá se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na tarde desta terça, defendeu que o reajuste leve em conta a variação dos preços no ano passado, apesar do impacto nas contas públicas.

"Eu vou encontrar com o Paulo Guedes agora à tarde. Eu acho que tem brecha para a gente atender", disse Bolsonaro a jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada, argumentando que dezembro registrou inflação "atípica" por conta da alta da carne.

Questionado se a ideia seria ao menos recompor a inflação, Bolsonaro confirmou: "A ideia é no mínimo isso aí... apesar de ser pouco o aumento, 4, 5 reais, tem que recompor".

No último dia de 2019, o presidente assinou medida provisória estabelecendo o salário mínimo em 1.039,00 reais para 2020, um reajuste de 4,1%. No entanto, a inflação do ano passado medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 4,48%, segundo divulgado pelo IBGE no início de janeiro.

O governo estima que para cada aumento de 1 real no salário mínimo as despesas com benefícios da Previdência, abono e seguro desemprego e benefícios de prestação continuada da Lei Orgânica de Assistência Social e da Renda Mensal Vitalícia se elevam em 2020 em aproximadamente 355,5 milhões de reais.

Portaria do Ministério da Economia publicada no Diário Oficial nesta terça-feira já estabeleceu aumento de 4,48% nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Bolsonaro também disse na entrevista concedida no Alvorada que deve tratar, na conversa com Guedes, das reformas tributária e administrativa, e acrescentou que a intenção é construir propostas que possam ser aprovada pelo Congresso "sem muito atrito".

"O Congresso, no meu entender, está bastante consciente disso. Acredito que não teremos dificuldade se apresentarmos uma boa proposta", afirmou.

Sobre a sanção do Orçamento para 2020, que tem sido cercada de polêmica por conta dos recursos destinados a fundo para financiamento de campanhas eleitorais, o presidente afirmou que irá assiná-lo "no limite" do prazo de 15 dias úteis.

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