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Bolsonaro admite chance de manter Ilan Goldfajn no BC e defende fim da reeleição

20 out 2018
15h27
atualizado às 19h18
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O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou neste sábado que nem tudo do governo de Michel Temer é ruim e não descartou a possibilidade de manter o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, caso seja eleito, além de defender o fim da reeleição presidencial.

Bolsonaro, em entrevista no Rio de Janeiro
11/10/2018
REUTERS/Ricardo Moraes
Bolsonaro, em entrevista no Rio de Janeiro 11/10/2018 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Ricardo Moraes / Reuters

"Não sei se ele vai ser mantido, mas o que está dando certo você tem que continuar e não vou dizer que tudo está errado no governo Temer", disse Bolsonaro a jornalistas, acrescentando que a escolha para o BC será feita junto com o economista Paulo Guedes, seu escolhido para ser ministro da Fazenda.

De acordo com reportagem da Bloomberg desta semana, Goldfajn vem se preparando para deixar o cargo no fim deste ano. O BC informou que não comentaria a notícia.

Em entrevista no Rio de Janeiro, onde gravou programas para o horário eleitoral, Bolsonaro prometeu trabalhar por uma reforma política que promove o fim da reeleição e uma redução no quadro de parlamentares.

"O que eu pretendo é fazer uma excelente reforma política, acabando com o instituto da reeleição, que começa comigo caso seja eleito, e reduzindo um pouco, em 15 ou 20 por cento, a quantidade de parlamentares", disse ele.

O candidato do PSL afirmou ainda que está quase definido que o astronauta Marcos Pontes será o ministro da Ciência e Tecnologia e que se for eleito vai tirar a pasta da Comunicação da Ciência e Tecnologia.

Ao ser perguntado se a Comunicação poderia se fundir com a Educação, ele disse que essa poderia ser uma boa ideia.

Sobre a denúncia de que empresários teriam se mobilizado para uma onda de mensagens em redes sociais em seu favor e contra o petista Fernando Haddad, Bolsonaro afirmou que "não tem nada a ver com isso".

"Eu não preciso de fake news", disse.

O presidenciável reiterou sua admiração pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Ele quer a América grande e nós também queremos o Brasil. Ele reduziu carga de impostos e muitos criticaram mas isso gerou emprego", afirmou Bolsonaro.

"Eu gosto muito dele e nunca neguei, ou querem que eu admire o (presidente venezuelano, Nicolás) Maduro ou governo cubano", questionou o candidato do PSL.

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